1/3 dos alunos que tiveram aulas de educação financeira aprenderam a guardar dinheiro

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Promover a educação financeira nas escolas ajuda a desenvolver em jovens e crianças hábitos saudáveis na relação com o dinheiro, como a cultura de poupar e de falar sobre o tema de forma aberta no ambiente familiar. Tais afirmações ganham respaldo em dados da Associação de Educação Financeira do Brasil – AEF-Brasil obtidos a partir do Projeto Itinerante, iniciativa da instituição que cumpre a missão de levar educação financeira à população de todo o país por meio da capacitação de professores da rede pública, em parceria com Serasa Consumidor e Serasa Experian.

Ao longo dos últimos dois anos um total de 209 escolas, em 11 municípios brasileiros, receberam as oficinas do projeto, realizadas com o objetivo de proporcionar aos professores uma base forte de conhecimento sobre o assunto, de modo que eles pudessem inserir de forma transversal a educação financeira nas demais disciplinas de suas escolas, conforme indicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além dos 967 professores capacitados, o projeto também já atingiu 3.879 alunos e 3.660 pais/responsáveis, impactando 8.506 pessoas – sendo 84% do público feminino.

“A ação vem beneficiando não somente professores, mas toda a comunidade, uma vez que promove mudanças de comportamento que impactam no cotidiano das famílias”, explica Claudia Forte, superintendente da AEF-Brasil.

Dados de estudos feitos com os participantes do projeto reforçam a fala de Claudia. Uma pesquisa aplicada com os alunos envolvidos na iniciativa mostra que 34% desses jovens afirmaram ter aprendido a importância de poupar dinheiro depois dessa experiência. Outros 24% passaram a conversar com os pais sobre educação financeira e 21% aprenderam mais sobre como usar melhor o dinheiro.

O levantamento traz dados importantes também para conhecer a realidade das comunidades em relação à educação financeira. O relatório mostra, por exemplo, que a maior parte das famílias (44%) conversam sobre contas de consumo, no entanto, não falam sobre dívidas atrasadas (42%). “Esse é um indicador que mostra que conversar sobre as fragilidades financeiras ainda é um tabu para boa parte dos pais, o que pode não ser bom, já que isso impede que a realidade seja exposta de forma clara e todos possam se conscientizar sobre o seu papel nesse cenário”, avalia a superintendente da AEF-Brasil.

A pesquisa mostrou ainda que 55,89% dos estudantes consultados possuíam cofrinhos em casa para guardar dinheiro. Desses, 30% deles tinham o objetivo de ajudar os pais com esse dinheiro poupado e 41% pretendiam acompanhar o andamento dessa prática e continuar poupando. Além disso, 53% disseram conversar com seus pais sobre poupança e 46% afirmaram que falam com eles sobre planejamento de férias.

Entre as famílias ouvidas 41% tinham a mãe como principal responsável pelas contas domésticas, contra 37% dos pais e 22% de outros parentes e responsáveis. No nível de escolaridade, a maior parte dos pais consultados possuem o Ensino Fundamental (40%) e Ensino Médio (40%), sendo apenas 12% os que contavam com Nível Superior.

Para 23% dos pais, o principal aprendizado que a educação financeira pode trazer a seus filhos é a conscientização de que o dinheiro é resultado de trabalho e empenho. Já 15% acredita que é importante ensinar que economizar é um hábito importante para garantir um bom futuro. Para 53% dos pais esse tipo de aprendizado fará com que seu filho seja capaz de tomar decisões financeiras mais acertadas.

“A experiência que tivemos com esse projeto até agora e os dados desse levantamento nos dão a certeza de que estamos plantando uma semente importante, que favorecerá uma geração mais consciente e saudável do ponto de vista financeiro. É um bom começo, mas os desafios Brasil afora ainda são imensos e vamos continuar trabalhando fortemente nessa missão para disseminar a educação financeira a toda a população”, finaliza Claudia Forte.

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