CNI projeta PIB de 2022 para menos de 1% e recuo da Indústria em 0,2%

 CNI projeta PIB de 2022 para menos de 1% e recuo da Indústria em 0,2%

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários estão mais confiantes com a economia brasileira em abril. Neste mês, pela primeira vez, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela entidade, avançou 1,4 ponto entre março e abril e chegou a 56,8 pontos. O aumento reverte toda queda de confiança verificada no primeiro trimestre de 2022. Entretanto, nem tudo são boas notícias para o setor. No último dia 13 de abril, a CNI revisou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. O índice diminuiu de 1,2% para 0,9%. Já a atividade industrial deve ter um recuo de 0,2%, de acordo com essa projeção. 

Segundo a entidade, a guerra na Ucrânia e a variante Ômicron, causadora de novas interrupções de produção em importantes centros industriais da China, impactando em problemas logísticos, são os fatores que motivaram a revisão dos cálculos em relação à economia nacional. Com as novas projeções, as empresas acabam adotando cautelas, especialmente no que se refere ao planejamento da aquisição de insumos e matérias-primas, sobretudo as importadas.

Nesse cenário incerto, a cadeia de suprimentos das empresas precisar estar organizada para atender as demandas da produção de modo a minimizar os impactos que uma crise externa pode causar. Essa área, também conhecida como Supply Chain, é responsável pela movimentação de produtos ou serviços, incluindo o processo que transforma a matéria-prima em produto até sua entrega aos centros de distribuição ou diretamente ao cliente final.


Para a administradora Pamela Pessanha de Queiroz, que tem mais de oito anos de experiência em gerências de cadeias de suprimentos, as empresas podem investir em ferramentas que auxiliam no gerenciamento eficaz da área. Uma delas é a análise de desempenho da rede de fornecedores, que deve levar em conta indicadores como custo, qualidade, pontualidade da entrega, facilidade de comunicação, cumprimento das normas e padrões, entre outros.

“A análise de desempenho de fornecedores de matéria-prima e dos que serão responsáveis pelo produto é importante pois vai impactar diretamente o sucesso do produto, sua viabilização financeira no mercado e, consequentemente, o poder de competitividade da empresa”, atesta.

Outra ferramenta que pode ser usada para o gerenciamento da cadeia de suprimentos é a utilização de sistemas que se integram e se complementam, com a participação de diferentes departamentos da empresa, permitindo o compartilhamento das informações e garantindo que diferentes setores não percam tempo fazendo as mesmas operações.

“Os sistemas vão garantir que a informação permaneça segura e os próximos times podem usar a informação transmitida de forma correta para continuar o processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos da empresa. Por exemplo, o time responsável pelo fornecimento de matéria-prima tem que colocar as informações no sistema e estas serão repassadas ao time de desenvolvimento de produto, que serão exportadas para produtores (fábricas) externos e possam ser facilmente geridas pelo setor de produção”, complementa Pamela Queiroz.

A profissional explica ainda que as informações precisam ser eficientemente transmitidas ao setor de logística e, posteriormente, ao departamento que controla o recebimento dos produtos e o estoque no centro de distribuição. “As informações também precisam estar alinhadas para que o setor financeiro realize os pagamentos necessários de forma correta e tempo oportuno”, conclui.

Estoques registram aumento moderado na última Sondagem Industrial

Uma das principais preocupações dos empresários – especialmente dos setores industriais – era com o equilíbrio dos estoques de insumos e matérias-primas, que passavam por instabilidade desde 2020, início da pandemia da Covid-19. No último levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria, relativa ao período de janeiro e fevereiro de 2022, foi verificado pequeno aumento dos estoques.

De acordo com a entidade, o índice de evolução do nível de estoques registrou 50,5 pontos em fevereiro. Esse valor ficou próximo à linha divisória de 50 pontos, indicando que houve alta moderada e que o nível estava próximo ao que foi planejado pelas empresas.

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