Advogada é presa após insultar clientes de padaria com palavras racistas e homofóbicas

 Advogada é presa após insultar clientes de padaria com palavras racistas e homofóbicas

A Polícia Militar prendeu nesta última sexta-feira, dia 20/11 em São Paulo uma mulher acusada de injúria racial, homofobia e lesão corporal. A confusão aconteceu em uma padaria na Zona Oeste.

A advogada Lidiane Biezok, de 45 anos, disse que apenas se defendeu quando teria sido provocada por dois clientes quando estava comendo um sanduíche. Ela disse que reagiu e admite que se excedeu.

A mulher usou termos homofóbicos mas disse que não tem nada contra gays, e negou que usou termos racistas contra outras pessoas que estavam no mesmo local.


Os dois jovens de 24 anos que foram insultados informaram que começaram a gravar a advogada quando ela passou a ofender um funcionário e uma garçonete por conta de problemas com seu pedido.

Eles chamaram a atenção dela pelas atitudes que estavam tomando, dizendo que ela não tinha o direito de falar assim com os funcionários. A mulher reagiu grosseiramente e chamou os rapazes de “veados”, que “odeia veados” e que os “gays seriam o mal do mundo e que seriam todos aidéticos e que só serviam para passar doenças”.

Depois a mulher ainda xingou outros clientes: “Você sabe que dar o c* dá um problema seríssimo…”, diz a mulher, que fala mais palavrões para um cliente. “Tenta me bater, tenta… B* no c*.”.

No final ainda deu tapas e disse: “Eu não tô falando mais de p* nenhuma. Então aqui é uma padaria gay?. Eu não tô falando p* nenhuma. Seu f* da p* (depois mulher agride rapaz). Você quer me atacar seu f* da p* (e dá tapas).”.

A padaria Dona Deôla se pronunciou nas redes sociais sobre o caso: “Lamentavelmente, na noite de ontem [sexta-feira, 20 de novembro], funcionários e clientes da nossa padaria na Pompeia foram alvo de ofensas racistas, homofóbicas e transfóbicas, que podem inclusive configurar crime. Por isso, seguindo a orientação que lhes foi dada, a nossa equipe acionou a polícia para que as providências fossem tomadas. A Dona Deôla se solidariza com as vítimas desse ato repugnante e se coloca à disposição para prestar toda a assistência necessária. Reiteramos o nosso repúdio a qualquer tipo de discriminação e o nosso compromisso com a proteção e o bem estar de nossos funcionários e clientes”.

No final de tudo, a advogada se defendeu: “Eu não tive a mínima intenção em ofender ninguém. Eu me senti acuada, me senti uma vitima ali de uma situação que eu não tinha como sair. Fui agressiva e estúpida mas não tenho nada contra homossexuais. Peço desculpas”.

Da Redação ODC.
Fonte: G1
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