Ageísmo, preconceito por causa da idade, é tema de palestras em São Paulo

 Ageísmo, preconceito por causa da idade, é tema de palestras em São Paulo

Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, ouviu 83 mil pessoas em 57 países e mostrou que 60% de entrevistados possuíam visão negativa sobre o envelhecimento. O que pode gerar ageísmo, conceito utilizado para definir o preconceito por idade. De 28 de outubro a 1º de novembro, a USP participa da campanha Orgulho Prateado.

O objetivo é de, por meio de atividades intergeracionais, conscientizar e combater o preconceito contra idosos. O ageímo é o processo de criar estereótipos ou discriminar uma pessoa ou grupos de pessoas pela idade. Esse preconceito, que em última instância afeta a todos que envelhecem, ainda é pouco discutido e pode ser encontrado nas atitudes, práticas e pensamentos discriminatórios, bem como nas políticas institucionais que excluem ou limitam a participação dos idosos.

A campanha terá palestras, rodas de conversa e atividades esportivas realizadas em diferentes pontos da cidade de São Paulo. Uma dessas atividades é o simpósio Ageísmo e Direitos Humanos, que ocorrerá no dia 30 de outubro, às 14 horas, no Centro Universitário Maria Antonia da USP, no bairro Vila Buarque. As inscrições são gratuitas .


No Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), também haverá atividades. Elas ocorrerão durante todos os dias da campanha, com exceção do dia 28. Não é preciso se inscrever para participar.

O médico Egídio Dórea, coordenador do programa USP Aberta à Terceira Idade – ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária -, está organizando a campanha. “Ageísmo é estereotipar de maneira preconceituosa alguém pela idade. É relevante falar sobre isso porque vários estudos mostram que esse tipo de preconceito pode até diminuir a expectativa de vida de quem sofre, e o envelhecimento é algo que atinge a todos.”

Ele destaca que a idade deve ser motivo de orgulho. “Ela representa tudo aquilo que uma pessoa viveu, a trajetória de vida. É importante ter orgulho disso.”

A campanha Orgulho Prateado conta com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Liga Solidária e Unibes Cultural.

As atividades são abertas e gratuitas. Algumas requerem inscrição.

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