Bairros que ficam depois da Anhanguera desrespeitam mais a quarentena do que os outros

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A cidade de Campinas está dividida, mais uma vez, em duas partes: os bairros que ficam antes da Rodovia Anhanguera e os bairros que estão localizados depois da via. Isso ficou provado pelo cumprimento da quarentena determinada pela prefeitura.

Os bairros que ficam antes da Anhanguera estão cumprindo a quarentena dentro do que foi estabelecido em decreto pelo prefeito Jonas Donizette. Já os bairros que ficam depois da via estão com vários comércios abertos irregularmente.

Ontem o ODC noticiou que uma operação da Guarda Municipal fechou vários comércios nas regiões do Ouro Verde e do Campo Grande que não fazem parte da lista de serviços essenciais e estavam funcionando.

Em um dos casos, o dono de uma loja de móveis justificou que estava com as portas abertas justificando que lá não tem aglomeração, sem entender que o fechamento era obrigatório independentemente isso, e ressaltou os problemas financeiros que já estão sendo causados, porém mesmo assim fechou as portas.

O comandante da GM disse: “Depois que a doença chega no seu lar, não adianta ter comércio. Vamos obrigar a cumprir o decreto. Caso não atendido, incorre, primeiramente, no crime de desobediência. E, num segundo momento, pode haver lacração do estabelecimento e perda do alvará de funcionamento”.

As casas lotéricas das duas regiões seguem lotada, com pessoas aglomeradas em filas apertadas. Muita gente procura o local para sacar benefícios sociais, mas outros vão simplesmente para pagar contas e fazer jogos, mesmo com canais disponíveis virtualmente.

Um morador do Campo Grande disse que os comércios foram abrindo aos poucos, depois que a GM tinha deixado o local (antes da blitz), e um foi vendo que o outro abriu, e assim sentiram-se no direito de “afrouxar” a quarentena.

Caso o comércio permaneça aberto irregularmente durante o período de quarentena, o dono pode ser ser preso por crime contra a saúde pública.

Da Redação ODC.