Como as empresas lidam com a Síndrome de Burnout: Será que elas sabem lidar?

 Como as empresas lidam com a Síndrome de Burnout: Será que elas sabem lidar?

Com as rápidas mudanças nos modelos de trabalhos no mundo, tópicos como indústria 4.0, digitalização e Gestão de Pessoas, estão causando uma avalanche de novos desafios para trabalhadores e empregadores.

A promoção no trabalho, na maioria das vezes, é observada sobre a ótica técnica dos profissionais. Os gestores escolhem aquele com ampla experiência de mercado, que já tenha transitado por diversos departamentos da empresa e que sejam, acima de tudo, ávidos por resultados.

Estando o Gestor e o líder de RH igualmente vivendo uma pressão por cumprimento de metas ousadas, muitas vezes negligenciam os aspectos da capacidade emocional e relacional, que são bem descritos pela Análise Psicodramática e que são decisores para uma promoção bem-sucedida.


Em muitos casos, não há consenso e sequer padrão para avaliar funcionários e estabelecer planos de carreira.
Observando as organizações, tanto como Psicóloga, atendendo executivos e profissionais, quanto na minha experiência de mais de 30 anos no mercado Corporativo, a experiência mostra que há de tudo. Os critérios para promover alguém são os mais diversos.

Algo muito comum é o critério afetivo, quando parentes, amigos, namorados (as), parceiros de pessoas influentes e decisoras na empresa. O que deixa os outros colaboradores em dúvida sobre suas competências profissionais.

Ainda, em algumas empresas, se usa o critério tempo de empresa, onde nem sempre o melhor e mais preparado será promovido, e sim, mais antigo é o promovido.

Existe também o critério político em que o filho do dono, amigo do cliente, primo do novo sócio, etc., são os indicados para a promoção ou aos postos de trabalho mais desejados.

E quando se observam o critério técnico do profissional, em muitos casos a promoção é realizada sem avaliar ou considerar a capacidade emocional e relacional para a nova função ou para o novo cargo.

O que mais me espante são os modelos de avaliações e testes absurdos e até de consultorias caras, que em sua maioria não levam a nada. Uma bateria de testes para avaliar capacidades técnicas e cognitivas dos indivíduos e que utilizam de subjetividade questionável, dos consultores e outros pares, chegando a ser “nefasta” a maneira como foi conduzida.

Quando não observadas às práticas mais justas, éticas e humanas, todas as formas aqui apresentadas podem levar um funcionário a muitos questionamentos internos não respondidos e à Síndrome de Burnout com suas inúmeras consequências.

Considerando os dados do “International Stress Management Association – ISMA, de que “30% dos profissionais brasileiros sofrem de Burnout”, a saúde mental passa a ser um ponto fundamental a ser observado nas empresas, para evitar crises e até mesmo um afastamento profissional.

Assim, há muito que melhorar no mundo corporativo ou em qualquer relação de trabalho. É preciso amadurecer as duas partes – empregado e empregador e, fortalecer psicologicamente os indivíduos. Para isso, Gestores precisam entender bem mais de recursos, os Humanos.

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