Como renegociar contratos com transporte escolar e academias durante a quarentena?

195

As discussões em torno de contratos de prestação de serviços, sobretudo academias e transporte escolar, continuam e estão cada vez mais calorosas, já que quem quer receber, não abre mão do dinheiro e quem paga pelo serviço, quer romper o contrato pois não há serviço sendo prestado.

Nos dois casos há a possibilidade de fazer acordos, mas vai depender de cada cliente e de cada prestador de serviço. Uma boa conversa é o melhor caminho para que todos cheguem a um consenso.

ACADEMIAS
No caso das academias, que seguem fechadas há mais de 30 dias e cobrando mensalidades normalmente, os clientes que possuem contratos mensais podem negociar a suspensão sem maiores problemas, já que não deve haver encargo extraordinário quando se passa de um período para outro.

Já os contratos trimestrais, semestrais e anuais geralmente possuem multas a serem pagas em caso de rompimento unilateral. Para esses casos o ideal é conversar e incluir esse tempo sem serviço prestado no final do contrato, por exemplo: a academia fica 45 dias fechada e o contrato termina em 30 de setembro. É negociável dar esses 45 dias sem custo a partir de 1 de outubro, já que foi pago e não houve usufruto do serviço.

O problema é que as academias continuam tendo custos mesmo fechadas: aluguel de equipamentos, água, energia elétrica e pessoal. Por isso o bom senso deve ser considerado e nos casos de contratos mensais, pode-se negociar o pagamento normal agora e pedir um desconto mais para o final do ano, quando tudo já deverá estar normalizado.

TRANSPORTE ESCOLAR
O caso do transporte escolar é um pouco mais complicado, mas também é possível fechar um acordo que fique bom para ambos os lados, até porque o “tio” da van também tem que sobreviver.

Uma das sugestões é manter o pagamento por agora é pedir um desconto no final do ano, ou então um desconto gradual quando as aulas voltarem. Outra alternativa é negociar uma redução na parcela agora, e quanto as aulas voltarem, o pagamento normal é restabelecido.

Outra opção seria suspender o pagamento agora, e fazer o pagamento completo no final de ano, quando há o recebimento de décimo terceiro salário, etc. O que os contratantes não podem esquecer é que há um contrato em vigor e o mesmo deve ser cumprido, independente de qualquer acontecimento externo, mas também deve haver bom senso do contratado.

Da Redação ODC.

Fonte: Redação ODC.

Leia também: Cadastros indevidos fazem população ficar “em análise” no sistema do Auxílio Emergencial de R$ 600