Confira todos os itens apreendidos com o grupo que fraudava empréstimos e vivia no luxo em Campinas

 Confira todos os itens apreendidos com o grupo que fraudava empréstimos e vivia no luxo em Campinas

Por Alenita Ramirez, Colaboração para O ODC

Dois dos três procurados da Operação Black Flag, deflagrada pela Polícia Federal (PF), de Campinas, no último dia 11, se entregaram na manhã desta quinta-feira (13). Na operação, 11 dos 15 procurados foram capturados. Um se entregou no final do mesmo dia da operação.

O grupo, cerca de 30, são investigados por crimes financeiros e lavagem de dinheiro, cometidos por pessoas físicas e jurídicas fictícias que chegaram a movimentar R$ 2,5 bilhões.


A ação foi conjunta com a Receita Federal e Ministério Público Federal (MPF). Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão em Campinas, Valinhos, Indaiatuba, Sumaré, Capital e Guarujá, no Estado de São Paulo, e também em Fortaleza e Aquiraz (CE), Paraty (RJ) e Brasília (DF).

No dia, foram apreendidos R$ 1,2 mil em espécie, 302 peças de joias, 97 relógios, 76 bolsas, 147 garrafas de vinho, tudo de marca de luxo, dois quadros do artista Kobra, 27 celulares, uma lancha avaliada em R$ 4 milhões, 20 veículos de luxo – entre os quais um Porsche, BMW, Mercedes-Benz, Land Rover, Volvo e Ferrari.

Também foi determinado o afastamento por 30 dias de um delegado da Polícia Federal do exercício do cargo por conta de uma “troca de informações”. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Campinas.

A fraude começou em 2011 e tinha como objetivo sustentar os integrantes do grupo em “padrão cinematográfico”.

Entre as medidas cumpridas foram o bloqueio de contas e investimentos no valor de R$ 261 milhões, sequestro de bens imóveis e congelamento de transferências de bens móveis.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou há dois anos e as fraudes foram descobertas a partir de ações da Receita Federal, que verificou “movimentações financeiras suspeitas”.

Para proteger o patrimônio, a organização criminosa criou empresas do ramo metalúrgico para assumir a propriedade de bens e blindar o grupo de eventuais ações fiscais. Os créditos já apurados pela Receita Federal ultrapassam R$ 150 milhões.

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