Cresce número de empréstimos para micro e pequenas empresas durante pandemia

 Cresce número de empréstimos para micro e pequenas empresas durante pandemia

A Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) registrou a abertura de 24.734 empresas em outubro de 2020 – um acréscimo de cerca de 30%, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram constituídos 18.953 negócios.

O levantamento, que é realizado há 22 anos pelo órgão, indica um recorde histórico combinado com a sexta alta consecutiva de empresas abertas desde abril de 2020.

O aumento do empreendedorismo reflete também nos números consolidados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).


Entre 16 de março e 23 de outubro deste ano, o setor bancário somou R$ 247,8 bilhões de concessões de crédito para micro e pequenas empresas, incluindo novos contratos e renovações.

Em grande parte dos casos, a perda do emprego formal, que foi bastante impactado pela pandemia, tem levado os profissionais a iniciarem um negócio próprio. Mas, apesar da oferta de crédito, é preciso cautela no momento de solicitar um empréstimo.

“Mesmo quando se trata de uma alternativa de trabalho e de ganhos para quem perdeu o emprego, a abertura de uma empresa pede sempre ponderação e planejamento”, afirma o gerente da agência de Campinas da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, Marco Tejeda.

Segundo ele, a possibilidade de contrair um empréstimo para alavancar o próprio negócio deve figurar no topo das listas de avaliações e de decisões do futuro empreendedor.

“É preciso considerar a finalidade do dinheiro que será tomado e de que maneira esse empréstimo vai comprometer o orçamento da nova empresa. A falta de planejamento pode levar ao endividamento, caso o empresário não tenha como honrar os compromissos assumidos junto à instituição financeira”, alerta o especialista.

Quem empresta dinheiro deve ter pleno conhecimento dos produtos oferecidos e das taxas cobradas.

“Alguns bancos agregam produtos ao empréstimo. Neste caso, é fundamental que se tenha certeza de que os valores contratados não sejam superiores aos que realmente o empreendedor deseja e precisa”, destaca.

Quando o planejamento é a alma do novo negócio, o empréstimo pode ser bastante benéfico na avaliação de Tejeda.

“O recurso tomado para melhorar a infraestrutura ou alguma outra medida que impacte positivamente o faturamento, sem endividamento maior que a capacidade de pagamento e que comprometa o orçamento, é a melhor alternativa para o empreendedor”, exemplifica.

O especialista recomenda que o futuro empresário faça pesquisas em mais de uma instituição, pois os cenários podem ser bastante diversos.

“Em relação ao Sicredi, como se trata de uma instituição financeira cooperativa, as taxas oferecidas são, sem dúvida, as melhores do mercado. Além disso, o associado tem participação nas sobras, que são os resultados da cooperativa”, ressalta.

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