Cresce número de fundos e verbas do cooperativismo de crédito voltados para prática ESG

Criado em 2004 por meio de uma iniciativa do Banco Mundial e da ONU, o termo ESG, que significa Ambiental, Social e Governança, ganhou notoriedade e ainda mais força nos últimos dois anos. A busca por boas práticas tem movimentado todos os setores, inclusive o financeiro. Cooperativas de crédito têm mobilizado fundos e verbas para investir em entidades e projetos pautadas na agenda ESG.

“Existe um movimento sendo realizado em todos os setores do país. As questões sociais, ambientais e de governança têm sido essenciais para planejar o futuro, e também para analisar riscos e decisões de investimentos. Pautadas nessas boas práticas, muitas empresas vêm aderindo à ESG, e, com isso, o número de Fundos Sociais também vem crescendo dentro das instituições financeiras, como é o caso da Sicredi Iguaçu PR|SC|SP, que criou o Fundo Social 2022”, conta a assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP,  Letycia Fossatti Testa.

O Fundo Social 2022 é uma iniciativa da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP que destina parte dos resultados da Cooperativa para projetos nas áreas de cultura, esporte, educação, meio ambiente, saúde e segurança em todos os municípios onde a Cooperativa atua. Neste ano, mais de 40 mil pessoas serão beneficiadas com a iniciativa.


“O Fundo é constituído e mantido com recursos originários de destinação de percentual determinado das sobras líquidas da Cooperativa, apuradas em cada exercício. A composição desses recursos se dará por meio da destinação de até 3% das sobras da Cooperativa do exercício anterior, conforme o Estatuto Social. Caberá ao Conselho de Administração da Cooperativa, a cada ano, a decisão sobre o percentual que será destinado ao Fundo Social, observando o limite previsto no Estatuto”, explica.

Para este ano, o Conselho de Administração da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP destinou 2% do resultado do exercício anterior, o que representou R$ 1.100.416,24, valor que foi distribuído entre as 28 agências da Cooperativa. Ao todo, foram aprovados 92 projetos, sendo 79 deles na área de atuação do Paraná, cinco em Santa Catarina e oito em municípios da Região Metropolitana de Campinas.

Oito projetos contemplados na RMC

Dos projetos contemplados na RMC, dois são de Campinas, três de Valinhos, dois de Paulínia e um de Sumaré. As verbas serão destinadas às áreas de educação, saúde, inclusão social e meio ambiente.

Entre as entidades que serão beneficiadas na região estão a Sociedade Campineira de Educação e Instrução do Hospital PUC Campinas, o Lar da Criança Feliz, e a AUPACC – Amigos Unidos Por Amor Contra o Câncer, entre outras.

Quem pode participar do Fundo Social?

Entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, estabelecidas nos municípios da área de atuação da Cooperativa e associadas ao Sicredi, que realizam projetos com algum dos seguintes fins: educação, cultura, esportes, saúde, meio ambiente, segurança, e inclusão social.

“Mas é importante ficar atento às regras! Para seleção dos projetos são considerados alguns critérios como: maior número de pessoas impactadas; maior temporalidade dos benefícios gerados; maior benefício social à comunidade; maior abrangência local; êxito em projetos similares já realizados; aprovação da prestação de contas, caso a entidade já tenha sido contemplada em exercícios sociais anteriores com recursos do Fundo Social”, comenta Letycia.

Após se encaixar em todos os critérios, a entidade pode então se inscrever e solicitar os recursos financeiros para o desenvolvimento do projeto. “Cada entidade pode inscrever um projeto por ano e solicitar de 1 a 12 salários mínimos para desenvolvê-lo, e, em caso de ser contemplado,  o Sicredi disponibiliza o recurso e a entidade tem até o final do ano para realizar a ação, para posteriormente prestar contas da utilização do recurso e dos resultados do projeto”, ressalta.

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