Crescimento do e-commerce e a importância da atenção redobrada de consumidores contra fraudes

 Crescimento do e-commerce e a importância da atenção redobrada de consumidores contra fraudes

O crescimento do e-commerce tem sido progressivo desde o início da pandemia da Covid-19 e tende a se manter em alta mesmo no pós-pandemia. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas cresceram 68% na comparação com 2019, elevando a participação do e-commerce no faturamento total do varejo, que passou de 5% no final de 2019 para um patamar acima de 10% em apenas alguns meses de 2021.

Outro dado, a partir de pesquisa desenvolvida pela Konduto, empresa especializada em monitoramento de fraudes on-line, mostra ainda, que as taxas de fraude caíram de 2,52% em 2019 para 2,07% em 2020.

Diante disso, Alexandre Della Volpe Elias, diretor de Marketing da Rcell, grupo líder de distribuição de smartphone e games para os maiores varejistas do Brasil, orienta clientes e lojistas sobre como evitar golpes.


Segundo o administrador, que possui experiência em estratégia de distribuição nos segmentos B2B e B2C, logística e nos processos relacionados aos Canais Digitais e vendas, avalia que os fornecedores, apesar da evidente diminuição no número de fraudes, têm o dever de alertar os consumidores acerca dos cuidados e perigos que envolvem as operações de compra no e-commerce.

“Boa parte das empresas no varejo e e-commerce, cresce à medida que as pessoas entendem a praticidade e a segurança em comprar on-line. Diante disso, é importante deixar claro aos clientes como são realizados os processos de compra e explicitar ao máximo as informações quanto à segurança, sistemas de emissão de boletos após o cadastro, entre outros. Na Rcell, por exemplo, estamos em fase final de implementação de um sistema de criptografia, onde todas as vezes em que o cliente, já cadastrado se logar ao site, ele receberá um código no e-mail, de forma rápida, para garantir a segurança dos dados”, avalia Alexandre.

Confira ainda algumas dicas apontadas pela Rcell:

• Sempre confirme a procedência das informações – Procure sites que compartilham as informações usando uma nomenclatura confiável. Em caso de dúvidas, entre em contato com a empresa que enviou as informações.

• Procure sempre acessar o portal oficial, para emissão de boletos;

• Cliente novo, no ato da sua primeira compra certifique-se sempre que seu contato está sendo feito com um canal oficial. Exemplos: Entre em contato com o site, através de número que conste no próprio site, fale com o WhatsApp que esteja dentro do ambiente do site. Caso a comunicação seja por email, certifique-se que o endereço esteja na página de contato do site.

• Evite gerar boletos e fazer compras em computadores públicos ou redes Wi-Fi abertas;

• Fique atento! As empresas não costumam entrar em contato por telefone pedindo confirmações sobre boletos;

• Certifique-se que o site possui selos de segurança e certificados no rodapé da página;

• Cuidado ao inserir informações pessoais em sites desconhecidos, mesmo os que utilizam “HTTPS”. Sites maliciosos também utilizam este sistema de segurança. A diferença é que seus dados permanecem com os tais sites falsos.

• Evite realizar compras em sites que apresentem valores que estão muito abaixo do mercado, especialmente sites desconhecidos e que não possuem lojas físicas;

• Ao receber boletos por email, verifique o domínio da empresa que enviou.

• Ao pagar um boleto, antes da confirmação final, certifique-se que o sacado ou beneficiário seja realmente a empresa que você está negociando.

Quanto tiver dúvidas, consulte a reputação do site através de sites de buscas ou através de sites de serviços como o ReclameAqui;

Em caso de fraudes, saiba onde recorrer:

• PROCON: Se o e-commerce no qual você sofreu a fraude não tomar as providências necessárias, a alternativa é acionar o PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor). Junte todos os documentos referentes à compra e ligue para o número 151 para solicitar orientações; Em São Paulo, o atendimento é realizado através dos Postos do Poupatempo, enquanto outras regiões contam com agências conveniadas. Há também a possibilidade de fazer sua reclamação pela internet através do cadastro eletrônico.

• Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC): Registrando-se através do site oficial, é possível obter acesso a diversas orientações sobre e-commerce, contar com a ajuda do órgão para solucionar sua situação e até mesmo participar de ações judiciais coletivas, unindo-se a outros compradores que passaram por inconvenientes parecidos.

• Delegacias especializadas em crimes virtuais: Há diversas delas distribuídas pelos estados brasileiros e você pode conferir uma lista aqui.·

• Boletim de ocorrência de compra pela internet: Ao entrar em contato, você será orientado a registrar um Boletim de Ocorrência para dar início ao processo de investigação e aguardar que o problema seja solucionado. No estado de São Paulo, é possível fazer esse registro on-line. Para isso, basta acessar a página da Delegacia Eletrônica e completar as informações requeridas para que uma investigação possa ser conduzida.

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