Edital frágil do transporte troca posições de bairros e coloca cores erradas em série de erros

O edital de licitação do transporte coletivo urbano de Campinas está cheio de erros. A equipe do ODC encontrou alguns deles durante a leitura das centenas de páginas que formam o conjunto de documentos, um dos mais frágeis já vistos.

Em 2005, a prefeitura fez a primeira licitação para o transporte coletivo da cidade e fez um edital robusto, com várias informações bastante claras e detalhes sobre a operação de ponta a ponta. Eram mais de 1200 páginas espalhadas por vários anexos que explicavam tudo com muitos detalhes.

Já o edital deste ano, além de ruim e mal feito, está com erros grosseiros, deixando a impressão que foi feito de qualquer jeito e às pressas. Os mapas de algumas linhas estão totalmente fora de contexto e até a cor dos ônibus está errada. Na paleta de cores, a área 6, que será azul escuro, está como lilás.

Área 5 é azul claro e área 6 é azul escuro…
… mas paleta de cores mostra a área 5 como azul escuro e área 6 como LILÁS!

Para dar a impressão de robustez e que houve muito trabalho na elaboração desse documento, mudou-se algumas palavras de alguns trechos copiados do edital da SPTrans, de São Paulo. Houve também a inserção de exigências completamente impossíveis de serem cumpridas, como a colocação de ônibus articulados elétricos em itinerários gigantescos. A impressão que fica é que os técnicos da Emdec não sabem nem como opera um ônibus desse.

Outro problema detectado foi a frouxidão no que diz respeito à frota. Toda cidade decente exige frota zero quilômetro no primeiro ano de operação. Campinas já admite veículos com até sete anos de uso, ou seja, ônibus velhos. O novo sistema já vai começar a operar com ônibus antigos.

Mapa completamente esdrúxulo coloca a Vila Reggio perto do DIC 2, e o Guará ao lado do São José…

As linhas tido como “novas” foram maquiadas e tiveram seus nomes trocados para dar a impressão de que se trata de novidades. As perimetrais mesmo são linhas que já existem hoje, porém com outros nomes (muito mais lúdicos do que o proposto). Há também a criação de novas linhas diametrais, itinerários completamente ultrapassados com o objetivo de cortar custos, porém as linhas diametrais são mais custosas pois são demasiadamente longas, ou seja, algo que o InterCamp tinha proposto acabar e acabou deixando.

Vamos ver na prática como isso vai sair.

Da Redação ODC.

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