A EMDEC montou um esquema emergencial de transporte coletivo urbano para o período da quarentena que não faz o menor sentido e prejudica cada vez mais os usuários e as próprias empresas concessionárias do serviço.

O ODC sempre foi crítico das pessoas que trabalham na área técnica da Emdec por não entenderem a simples lógica de um sistema que já é obsoleto e pouco interessante para todos os lados. Linhas ultrapassadas e itinerários esdrúxulos são só uma parte do circo que a empresa comanda.

O problema é que o tal sistema emergencial não levou em consideração as peculiaridades de cada região, muito menos a necessidade da população e as condições operacionais das empresas, que precisam pagar contas e estão com a renda cada vez menor.

O tal sistema emergencial foi “criado” em cima da rede atual, provavelmente em menos de meia hora. Parou-se linhas sobrepostas e manteve itinerários em todas as regiões, mas não foi considerada a diferença e o potencial reaproveitamento de rota.

Um grande exemplo é a manutenção da operação da linha 242, que liga o Terminal Central ao Jardim Miranda, atendendo ao Jardim Aurélia e parte do São Bento. A linha tem baixíssima demanda (sempre teve) e ainda está operando com dois ônibus grandes. Muitas viagens são feitas sem passageiros, consumido óleo diesel à toa.

Nesse caso, ao menos três linhas poderiam fazer o atendimento parcial da rota, como por exemplo a 171 na região do Jardim Miranda, a 271 na região da Vila Proost de Souza e a 241 ou a 240 no Jardim Aurélia. Um rearranjo temporário mas muito mais eficiente.

Enquanto isso, a prefeitura deixou a região do Ouro Verde com o atendimento esdrúxulo da 131 ao terminal, voltando com a 121 apenas meses depois. As alimentadoras também poderiam ser rearranjadas sem ter que colocar mais veículos para rodar.

Com esse sistema emergencial descabido, todos estão saindo perdendo e pelo jeito vão continuar assim, já que há uma notável preguiça dos “técnicos” em fazer um trabalho decente e de acordo com a necessidade de quem realmente usa o transporte, e não são eles.

Da Redação ODC.
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