Famílias de jovens presos em Campinas lutam para provar inocência e possível preconceito da polícia

 Famílias de jovens presos em Campinas lutam para provar inocência e possível preconceito da polícia

As famílias de dois jovens que foram detidos no Parque Novo Mundo, localizado no Distrito do Campo Grande em Campinas, estão lutando para provar a inocência dos mesmos.


A dupla foi presa no dia 7 deste mês de setembro sob a acusação de estarem envolvidos em um roubo de carro e de uma moto em datas distintas. De acordo com a família, a polícia foi preconceituosa na ação pois os jovens usam tatuagens e correntes grandes no pescoço.

Vinícius César Ramos, de 21 anos e Luik Rauan Matheus de Paula Moreira dos Santos, de 19 anos, são amigos desde a infância e de acordo com as famílias, eles costumam se reunir em um local do bairro como de costume para combinar um passeio em grupo para uma cachoeira no dia seguinte.

De acordo com os familiares, naquele dia às 7 da manhã, dois bandidos que estavam em um carro roubado renderam um motociclista e levaram a moto e um celular, cujo GPS indicou o endereço onde os jovens estavam, porém o aparelho estava dentro do carro na garagem da casa que fica ao lado do mercadinho onde os rapazes costumam ficar.

Os jovens e o homem que estava com o carro roubado foram presos em flagrante. “Penso que, infelizmente os meninos estavam na hora errada e no local errado, mas meu irmão trabalha em um açougue desde que completou 18 anos. Apenas são jovens da periferia, que gostam de tatuagens e de usar correntes. Isso não é crime”, disse a irmã de um dos jovens detidos.

Luik trabalha em uma sorveteria da família que funciona na casa onde moram e Vinicius trabalha em um açougue desde quando completou 18 anos de idade.

A Polícia Militar disse que ocorrências de erros procedimentais são apurados rigorosamente, quando chegam ao conhecimento do comando. “Quanto à ocorrência demandada, mais especificamente quanto à localização de um celular que teria sido roubado em posse de Luik e de Vinicius, coloca ambos na situação de infratores, não havendo alternativa quanto à prisão a ser levada a efeito, estando afastadas as circunstancias que não se amoldem ao aspecto jurídico da ação policial”, disse a nota da PM, que informou que até o momento ainda não houve formalização de contestação do caso na corporação.

Da Redação ODC.
Fonte: Correio Popular
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