Férias com segurança: como evitar acidentes

     Férias com segurança: como evitar acidentes

    Como prevenir acidentes domésticos? Como evitar que se tornem uma tragédia, ainda mais no período de férias escolares? O ODC ouviu o especialista em segurança Adalberto Silva, que escreveu as seguintes orientações:

    Em qualquer época do ano, os acidentes domésticos representam cerca de 4 mil mortes e mais de 120 mil internações de crianças de 1 a 14 anos na rede pública de saúde.

    Neste levantamento, o Ministério da Saúde soma um aumento que chega a 25% nas ocorrências durante as férias.


    Destacamos entre os acidentes domésticos mais frequentes as queimaduras, sufocamento, envenenamento e os afogamentos em geral (piscina, mar, lagoas e rios) – este último, devido à época de verão, o que mais leva a óbitos.

    É importante lembrar que apesar de já estarmos há quase um ano em isolamento devido à pandemia, o momento é um pouco diferente, pois apesar das crianças estarem em casa, elas tinham atividades escolares que lhes tomavam o tempo e a atenção.

    Mas nas férias elas precisam de atividades monitoradas para que o foco não seja desviado para riscos.

    Crianças são curiosas, desbravadoras, é por isso é necessário um acompanhamento constante.

    Mais: é preciso apresentar os riscos e suas consequências, de forma que elas comecem a praticar a consciência de risco.

    Cerca de 90% dos acidentes poderiam ser evitados a partir de medidas preventivas. Vamos citar algumas delas:

    Em casa, as tomadas precisam ser protegidas.

    Remédios, produtos de limpeza e sacolas plásticas não devem estar ao alcance das crianças.

    As redes instaladas nas janelas evitam quedas, em muitos casos, fatais.

    Na cozinha, criança deve ficar longe do fogão. E os cabos das panelas sempre virados para dentro.

    Fora de casa, são comuns acidentes em quadras de futebol e nos saltos em piscinas.

    Por isso, é importante redobrar os cuidados.

    Sem dúvida, o impacto de uma queda com bicicleta e patinete é menor se a criança ou o adolescente estiver usando capacete.

    Não deixe, em hipótese alguma, seu filho nadar em piscinas, lagos e rios sem boia e a supervisão de um adulto. Fique atento aos locais onde é proibido nadar.

    Veja se tem salva vidas mas não abuse da presença dele.

    Não exceda os locais permitidos para nadar; muitas vezes há correnteza e só ficamos sabendo na hora do acidente.

    No condomínio

    Nas férias aumenta a frequência de crianças e jovens na área de lazer dos condomínios.

    Por isso, há a necessidade de revisões preventivas nos brinquedos do parquinho, quadras e piscinas.

    Os menores devem sempre estar acompanhados dos responsáveis nessas alas.

    A circulação de adolescentes e jovens no condomínio é outro fator que merece atenção dos funcionários.

    Ao indício da presença de drogas, por exemplo, é importante que os pais sejam imediatamente comunicados.

    Da Redação ODC.
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