Filhos prematuros: Vera Cruz Hospital tem Centro de Medicina de Alto Risco para apoiar gestantes

“Quando descobri que seria mãe de gêmeas, o médico me alertou que as meninas poderiam nascer antes da hora. Durante minha gravidez, fui acompanhada e orientada por uma equipe do setor de gestação de alto risco e medicina fetal do Vera Cruz Hospital”, conta Alda Tiozzo Ávila Pires, mãe das gêmeas Catarina e Valentina, hoje, com dois anos de idade.

“Eu imaginava que as meninas pudessem nascer entre 34 e 35 semanas, mas não que seriam tão prematuras e nasceriam com 25 semanas”, detalha a servidora pública estadual.

O Vera Cruz Centro Clínico tem foco na prevenção e orientação personalizada para cada gestante, com o objetivo de reduzir o índice de doenças que podem provocar a morte do feto ou da mãe. Marcelo Nomura, coordenador do espaço, ressalta a importância de se ter um centro de referência para as gestantes. “Oferecemos, às futuras mamães, um atendimento de excelência e com agilidade. Concentrando todas as especialidades em um único local, podemos proporcionar acompanhamento integral, desde a concepção, pré-natal e parto”.


Em novembro é lembrado o Dia Mundial da Prematuridade, que alerta sobre o crescente número de procedimentos prematuros e informa a população sobre a prevenção e as consequências do nascimento antecipado (tanto para o bebê, quanto para a família e a sociedade), dados fazem o alerta: segundo o Ministério da Saúde, 11,45% dos bebês nasceram antes de 37 semanas em 2019: ao todo, mais de 300 mil partos.

Na maternidade do Vera Cruz Hospital, dados dos últimos dois anos apontam que 13% dos bebês foram prematuros.

Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes do tempo previsto para uma gravidez completa, que varia entre 37 a 42 semanas.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu uma classificação para diferentes graus de casos: “prematuro moderado a tardio”, para bebês que nascem de 32 a 37 semanas; “muito prematuro”, aos nascidos entre 28 e 32 semanas; e “extremamente prematuro”, para menos de 28 semanas.

Na visão de Abimael Aranha Netto, neonatologista do Vera Cruz Hospital, optar por um estilo de vida mais saudável pode colaborar para diminuir o índice.

“Além das grávidas de gêmeos ou múltiplos, mulheres que já possuem histórico de problemas de colo de útero ou uterino, gestações muito próximas, fertilização in vitro, idade menor de 17 anos ou acima de 35, ausência do pré-natal, infecções urinárias e sangramento vaginal, outros fatores que merecem destaque envolvem a rotina da mãe, tais como o consumo de cigarro, álcool ou drogas, e problemas crônicos de saúde, como diabetes, obesidade, peso baixo, pressão alta ou pré-eclâmpsia”, exemplifica.

Cuidados redobrados

Os bebês prematuros precisam de cuidados especiais e, na maioria das vezes, é utilizado o suporte de profissionais especializados e equipamentos que ajudam nas suas dificuldades devido à imaturidade.

“Estas crianças ainda não estão preparadas fisicamente para nascer. Algumas funções vitais não estão inteiramente desenvolvidas e, por isso, a internação em uma unidade especialmente desenvolvida para atendê-las é muito importante. Além da dificuldade em ganhar peso e manter a temperatura corporal normal, o bebê pode não ter plena capacidade de respirar de forma eficiente e precisa desenvolver a aptidão de deglutir corretamente. O tempo de internação é bastante variável e, com tudo certo, ele pode ir para casa”, esclarece Netto.

Após a alta, os cuidados seguem em casa, e o desenvolvimento da criança deve ser observado levando em consideração a idade corrigida, e não a idade cronológica.

Um bebê que nasceu três meses antes, como é o caso das gêmeas, hoje com 2 anos, possuem a idade corrigida para 1 ano e 7 meses.

Alda, mãe das meninas, reconhece a importância das visitas dos especialistas para que as gêmeas superem todos os atrasos ocasionados pela prematuridade.

“Ter uma equipe multidisciplinar ao meu lado tem sido fundamental. Desde que elas tiveram alta, recebo em casa os profissionais do Vera Cruz, uma equipe multidisciplinar maravilhosa que me direciona em relação aos especialistas que devo procurar. É uma honra tê-los em casa vendo as meninas crescerem saudáveis”, conclui.

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