Funcionários esquecem de baixar nome de paciente morta no sistema de hospital e ligam para família avisando de alta

 Funcionários esquecem de baixar nome de paciente morta no sistema de hospital e ligam para família avisando de alta

Uma família moradora no Jardim Santa Lúcia, em Campinas, ficou desesperada na tarde desta quinta-feira, dia 29, após receber uma ligação de uma funcionária do Hospital Ouro Verde, avisando que visitaria a matriarca, Dalva Ferreira de Almeida, de 83 anos, que havia morrido no último dia 16, na unidade de saúde.

Por conta da pandemia, a família foi obrigada por funcionários do hospital a enterrar a idosa, sem reconhecer o corpo, com o caixão lacrado.

Com o aviso de que seria feito a visita por uma equipe do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), do hospital, a família entrou em pânico e passou a desconfiar do que teriam feito com a idosa.


Um neto e uma bisneta da idosa chegaram a ir no hospital para checar se a idosa estava no local e para a surpresa deles, o nome dela constava no sistema de internações da unidade, inclusive com especificação de quarto.

Eles então disseram que queriam visitar a matriarca e a entrada foi permitida.

Mas no momento em que se direcionavam para o quarto, foram barrados por um segurança, devido a pandemia.

Os jovens foram levados para falar com a assistência social, que verificou e viu que a idosa realmente tinha falecido, mas o nome dela estava ativado no sistema do hospital.

“É um absurdo. Houve um erro absurdo. Como deixam o nome de um paciente que morreu em aberto? Na hora, pensamos que tínhamos enterrado outra pessoa. Temos certeza que ela morreu, mas não foi de Covid, mas será que o corpo que estava no caixão era dela?”, disse o autônomo Anderson Luis Teodoro, de 48 anos, genro da idosa.

Ontem à tarde, as três filhas da idosa e mais um grupo de netas foram até o hospital em busca de respostas.

A funcionária que as atendeu, garantiu que a idosa faleceu e que tudo não passou de um mal-entendido e retirou o nome de Dalva do sistema.

“Tudo o que queremos agora é que o hospital nos prove que o corpo que estava no caixão é de minha sogra. Isso não pode acontecer. Envolve famílias, sentimentos”, disse Teodoro.

Dalva Ferreira de Almeida, de 83 anos foi levada para o Pronto Atendimento do Campo Grande, com problemas cardíacos e no dia 4 foi transferida para o Hospital Ouro Verde.

Ao longo do período de internação, ela apresentou melhoras, inclusive com promessa de alta, e uma equipe do SAD foi orientada para fazer o acompanhamento.

Mas o estado de saúde da idosa piorou e ela faleceu.

Em nota, a prefeitura informou que a “diretoria do hospital desconhece o caso, mas orienta que a família registre o caso na Ouvidoria do hospital para que as medidas de apuração sejam iniciadas e, se necessário, aberta uma sindicância. A ouvidoria e a diretoria clínica estão à disposição da família”.

Outras notícias