Mãe perde guarda da filha após ritual de iniciação no candomblé; Avó foi quem fez denúncia

 Mãe perde guarda da filha após ritual de iniciação no candomblé; Avó foi quem fez denúncia

Uma mãe que mora na cidade de Araçatuba teve a guarda da filha de 12 anos perdida para a avó após um ritual de iniciação no candomblé.

No ritual, a menina teve os cabelos raspados e precisou ficar 21 dias reclusa no terreiro, quando recebe banhos de ervas e é exposta a fundamentos da religião. O objetivo é que a pessoa se purifique e entre em contato com o axé, que quer dizer “força” ou “poder”.

Diante do caso, a avó da menina pediu para que a polícia fosse atrás da menina pois ela estaria sendo mantida em cárcere privado no terreiro. A polícia foi e a mãe disse que a menina estava no meio do ritual e que não poderia ser interrompido. Mesmo assim, a polícia levou as duas para a delegacia.


Já na delegacia não foi constatada nenhuma prova de que teria acontecido maus tratos, pois a jovem estava apenas com os cabelos raspados. Os familiares da menina não concordaram com a situação e fizeram uma nova queixa, agora reclamando que a menina estava sendo mantida no terreiro sob condições abusivas.

Os policiais, juntamente com conselheiros tutelares, voltaram ao local e mais uma vez nada foi comprovado, até porque a menina já estava em casa. Dessa vez, os familiares recorreram à Promotoria e alegaram que houve lesão corporal por causa do cabelo raspado. Já na justiça, a guarda da menina foi transferida para a avó materna.

O caso aconteceu há uma semana e desde então mãe e filha só se falam por telefone ou em encontros rápidos de no máximo cinco minutos. A mãe frequenta o candomblé há dez anos e a família é evangélica (informação de acordo com o site UOL. Comentários dizem que a família é Católica). O caso segue em segredo de justiça por envolver menor de idade.

Um juiz vai ouvir a mãe, que quer a guarda da jovem de novo, porém a audiência ainda não tem data para acontecer. De acordo com a mãe, a filha disse que está sendo obrigada a abandonar tudo o que aprendeu no candomblé.

Da Redação ODC.
Fonte: UOL
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