Mortes no trânsito de Campinas ainda assustam, apesar da queda dos índices

 Mortes no trânsito de Campinas ainda assustam, apesar da queda dos índices

Em 2016, Campinas teve 74 mortes no trânsito, 15,9% menos que em 2015, quando foram 88 óbitos, 22,9% menos que em 2014, quando foram 96, e 26,74% menos que em 2013, quando foram 101.

Das 74 vítimas fatais no ano passado:

  • 36 (48,6%) eram ocupantes de motocicletas,
  • 24 (32,4%) eram pedestres
  • 14 (18,9%) eram ocupantes dos demais veículos.

Essas 74 mortes ocorreram em 70 acidentes.


ENTENDA: os dados foram divulgados como parte da campanha Maio Amarelo, de conscientização sobre mortes e acidentes de trânsito

Idosos são as principais vítimas

Levando em conta especificamente os pedestres, as vítimas fatais se concentraram nas faixas etárias de 72 a 77 anos (6 vítimas – 25%) e de 54 a 59 anos (5 vítimas – 20,8%). Dos 24 mortos, 15 (62,5%) tinham acima de 54 anos (aqui também somando as faixas etárias de 66 a 71 anos, com 1 vítima, e acima de 78 anos, com 3 vítimas).

Levando em conta os ocupantes de veículos, as vítimas fatais se concentraram na faixa etária de 18 a 35 anos (34 vítimas – 68%).




Motos ainda são maioria nos acidentes

Elas se envolveram em 38 (54%) desses 70 acidentes. E o número de vítimas fatais motociclistas, que havia caído 23,1% em 2015 (de 39 para 30), subiu 20% em 2016 (de 30 para 36).

A maioria das 36 vítimas que estavam em motos eram homens, 32 no total (88,8%). E 19 (52,7%) dessas 36 vítimas eram jovens de 18 a 29 anos.

Metade dos 70 acidentes de trânsito fatais aconteceram nos fins de semana, com forte concentração no período noturno: foram 20 (28,5%) em sábados e 15 (21,4%) em domingos. Os meses com mais vítimas de trânsito fatais foram outubro (10), abril (9) e setembro (8).

Acidentes com ônibus chamam a atenção

Foi alto o percentual do ônibus nos atropelamentos fatais: 5 no total, 20% de todos os veículos envolvidos nessas 24 ocorrências, sendo que ele representa apenas 0,6% dos automotores em circulação.

RELEMBRE: uma das mortes aconteceu no Corredor da Amoreiras

As vias mais perigosas

As avenidas com maior índice de acidentes de trânsitos fatais foram:

  • John Boyd Dunlop (6)
  • Ruy Rodriguez (5)
  • Anchieta (3).

Apesar disso, o número de mortes de pedestres caiu de 37 em 2015 para 24 em 2016.




Campinas tem 1 carro para 1,3 habitante

Baseada nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), a Emdec calcula que Campinas possuía 1 veículo para cada 1,3 habitante em 2016, repetindo o índice do ano retrasado. Nos últimos anos, a taxa foi de:

  • 2015 – 1,30
  • 2014 – 1,31
  • 2013 – 1,33
  • 2012 – 1,33
  • 2011 – 1,39
  • 2010 – 1,47
  • 2009 – 1,56
  • 2008 – 1,63
  • 2007 – 1,71
  • 2006 – 1,89

A estimativa de população, em 2016, era de 1.173.370 pessoas. Em 2015, 1.164.098 pessoas (9.272 pessoas a mais em 2016).

A frota, em 2016, atingia 902.306 veÍculos automotores. Em 2015, 894.223 (8.083 veículos a mais em 2016).

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