Motoboys fazem protesto em Campinas contra fase vermelha e preço do combustível

 Motoboys fazem protesto em Campinas contra fase vermelha e preço do combustível

Foto: Wagner Souza / colaboração para o ODC

Dezenas de motoboys fizeram, na manhã desta sexta-feira (5), um protesto em Campinas.

Eles reclamam sobre a fase vermelha do Plano SP, que é obrigatória a partir deste sábado para todo o Estado, e também sobre os altos preços dos combustíveis.

Manifestações em vários pontos da cidade foram registrados.


Na Avenida Campos Salles, os motoboys desceram a avenida em uma “motoata”.

Na região da Rua Eldorado também

Novos protestos estavam marcados para as regiões da Amoreiras, Ruy Rodrigues e Norte-Sul.

Procurado, o governo do Estado diz que “entende as livres manifestações, mas ressalta que ir contra as medidas de isolamento social adotadas pelo Plano SP é ignorar a morte de 60 mil pessoas no Estado, que contabiliza mais de sete mil pacientes nesse momento deitados em leitos de UTI no Estado”.

Segundo o governo, a decisão de colocar os munícipios na fase vermelha do Plano SP foi adotada por recomendação do Centro de Contingência, diante do atual cenário de aumento de casos, internações e mortes causadas pelo coronavírus.

“O protesto é um boicote ao esforço dos profissionais de saúde que lutam para salvar vidas em meio a uma pandemia. E, por outro lado, é uma forma de tentar camuflar a realidade macroeconômica que o país enfrenta com cinco aumentos no preço da gasolina neste ano, quatro elevações consecutivas no preço do diesel, inflação de alimentos, a volta da recessão, aumento da dívida pública e a disparada de preços de itens básicos como arroz e leite”, diz a nota.

Na nota, o Estado diz ainda que reconhece a gravidade da crise econômica global e seus impactos, e mantém canal aberto com todos os setores e representantes de associações. “Para auxiliar os empreendedores a atravessarem essa crise, o Estado desembolsou quase R$ 2 bilhões de crédito pela Desenvolve SP, Banco do Povo e Sebrae e liberou neste ano mais R$ 125 milhões de crédito”.

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