Mudanças do Plano São Paulo penalizam bares e restaurantes, avalia a Abrasel

     Mudanças do Plano São Paulo penalizam bares e restaurantes, avalia a Abrasel

    Renan Lopes – G1

    Com 82% dos bares e restaurantes da região no prejuízo em março – eram 65% em janeiro – 97% sem caixa para pagar salários do mês e 76% que tiveram de demitir no primeiro semestre, a situação vai se agravar ainda mais nos próximos dias com a prorrogação da Fase Vermelha do Plano São Paulo, anunciada nesta sexta-feira (16) pelo governo do Estado.

    A manutenção da proibição de abertura por mais uma semana e reabertura com horário reduzido a partir do dia 24, aumenta ainda mais as dificuldade do setor com 162 dias fechados desde março do ano passado, avalia a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Campinas e região.

    Para o presidente da Abrasel em Campinas e Região, Matheus Mason, autorizar a reabertura somente a partir do dia 24 – das 11h às 19h -, é uma medida de baixo impacto para os bares e restaurantes, bastante sacrificados com as medidas restritivas há mais de um ano.


    Desde o inicio do Plano São Paulo o setor somará até o próximo dia 24 162 dias de portas fechadas para atendimento presencial.

    Em relação aos restaurantes, a restrição de capacidade de atendimento em 25% e restrição de horas diárias, com limite de atendimento até às 19h, responde por apenas 20% do faturamento normal pré-pandemia, insuficiente para pagamento das contas.

    O horário noturno representa 54% do movimento no setor de alimentação fora do lar, com pico de vendas após às 20h.

    Já para os bares, que são 30% do setor e abrem apenas depois das 17h, a situação é ainda mais dramática.

    “Este novo cronograma de transição é uma ducha de água fria e bater em cachorro morto”, alerta Mason.

    Uma pesquisa feita pela entidade neste mês com os associados da região revela que 97% dos bares e restaurantes estão com problemas para pagar integralmente os salários de abril e que mais dias fechados vai levar a uma situação ainda mais grave nos próximos dias.

    “Hoje 75% dos estabelecimentos operam no prejuízo, sem renda para pagamento de salários e contas e 76% já reduziram suas equipes nos primeiros três meses”.

    A pesquisa ainda revelou que 88% dos associados estão operando apenas com delivery e retirada, 11% continuam fechados.

    Estes sistemas de atendimento registraram grande queda neste ano em relação aos primeiros meses da pandemia, em março do ano passado.

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