Mulher chama passageiro de “macaco fedorento” e é presa dentro de ônibus no Litoral

 Mulher chama passageiro de “macaco fedorento” e é presa dentro de ônibus no Litoral

Uma mulher foi presa depois de ofender um passageiro dentro de um ônibus urbano na cidade de Praia Grande, litoral paulista. A vítima é um autônomo de 29 anos, que preferiu não se identificar.

O fato aconteceu no sábado, dia 10/04. A mulher disse para o autônomo: “Macaco. Macaco fedorento. Tu não presta, tu é preto da senzala. Crioulo fedido. Tira os óculos e vai catar papelão vaga***** [sic]”

Essa frase foi registrada em um vídeo gravado por uma outra passageira, mas o rapaz ofendido disse que ouviu ainda outras frases ainda piores.


A mulher que filmou disse que não estava entendendo o que acontecia: “Eu olhei sem entender e, quando virei para trás, a moça simplesmente, gratuitamente, me olhou e falou ‘é com você que estou falando mesmo seu macaco’ “, disse.

A agressora ainda xingou a mulher que estava filmando de “vagab…”. Depois das ofensas, a mulher que insultou queria descer do coletivo, mas foi impedida pelo rapaz e por sua esposa.

O motorista foi orientado a parar o coletivo e a polícia foi chamada. Para piorar, enquanto o homem tentava travar a saída da mulher do coletivo, ela desferiu outros insultos e começou a alegar que ele queria assaltar ela.

“Falou que eu era imundo, além dos outros xingamentos. Eu não a ofendi, apenas falei ‘espera a viatura chegar’. Então ela disse ‘quando a viatura chegar você vai preso’, quando perguntei o porquê, ela respondeu ‘porque você é preto, macaco, da senzala e tem que estar na cadeia’ “, disse a ofensora.

Outro passageiro relatou o que aconteceu: “Quando entrei no ônibus, no bairro Jardim Real, ela já estava o xingando de ‘macaco’, ‘negrinho da senzala’. Ficamos revoltados, ligamos para polícia e a mulher continuou xingando ele. Você via descer lágrimas dos olhos do rapaz, mas ele aguentou firme. Ela chamou ele até de ladrão. Isso não pode ficar impune”.

Após toda a confusão, o caso foi registrado como injúria racial em uma delegacia local. A Viação Piracicabana, dona do coletivo, não se pronunciou.

Da Redação ODC.
Fonte: Repórter Beto Ribeiro
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