Mulher é denunciada por dar o próprio filho à outra família; Antes, acusou marido de vender criança

 Mulher é denunciada por dar o próprio filho à outra família; Antes, acusou marido de vender criança

Uma mulher foi denunciada pelo Ministério Público após dar o próprio filho para um empresário. Antes, ela havia dito que o ex-companheiro teria vendido a criança por R$ 4 mil. O caso aconteceu na Praia Grande, litoral paulista.

A polícia descobriu a farsa da mãe após investigar conversas de aplicativos entre ela e o empresário. Com isso, o caso da venda da criança foi encerrado.

O menino foi encontrado no dia 1 de abril e o pai estava foragido, já que teve a prisão decretada por causa da falsa comunicação de crime da mãe. O empresário que supostamente teria comprado a criança foi preso, mas solto na quarta-feira, dia 07/04.


A mãe chegou a dizer que o pai vendeu a criança sem o seu consentimento, mas na verdade ela fez a doação, com a ciência do pai. O empresário registrou a criança como sendo seu filho, e ainda na presença da mãe biológica.

Logo depois, ela fez a falsa denúncia do marido, que descobriu a denúncia tempos depois e teria agredido-a. Dessa forma, a mulher voltou à delegacia para fazer nova denúncia, dessa vez prla agressão, e contou a falsa história da venda da criança.

Apesar de tudo isso, a polícia descobriu que tudo não passou de uma farsa e que a criança foi doada pois o casal não teria condições para criá-la. Em um determinado momento a mãe chegou a pedir uma ‘ajuda financeira’ ao empresário, que se negou a pagar qualquer coisa para ficar com a criança.

Todo o circo foi armado antes da criança nascer, e foi mantido até na maternindade, quando o empresário se apresentou falsamente como pai da criança e o pai biológico se identificou como “amigo da família”.

A mãe biológica chegou a receber uma quantia de R$ 4 mil do empresário para “recomeçar a vida”. Ela, como mentiu duas vezes, foi indiciada. O empresário e sua esposa deverão também ser indiciados por falso registro da criança e o pai biológico, pela agressão.

O Ministério Público sugeriu que o empresário e sua esposa não sejam indiciados já que o crime se enquadra nas seguintes regras:

– O investigado tem que confessar o crime
– Tem que ser réu primário
– Crimes de pena mínima inferior a 4 anos
– Crimes sem violência ou grave ameaça
– Não pode haver elementos que indiquem ser criminoso habitual
– Acordo não pode ser feito para violência doméstica, familiar ou contra a mulher
– O acusado deve seguir regras: renunciar ao proveito do crime, prestar serviços à comunidade, devolver o bem à vítima, pagar multa ou ajudar entidade social
– O MP não oferece denúncia e o inquérito é arquivado, sem abertura de processo

No fim, a justiça rejeitou as denúncias contra o casal que deu a criança, pois não ficou comprovado a comercialização da mesma, e sim que houve uma ajuda financeira sem condicionamento à entrega da criança.

Da Redação ODC.
Fonte: Repórter Beto Ribeiro
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