O submundo dos pichadores na região de Campinas

 O submundo dos pichadores na região de Campinas

As pichações se tornaram um grande problema não só de Campinas mas também de várias grandes cidades do país, onde há mais chance de visibilidade dos garranchos.

O problema central é como coibir isso, já que as autoridades sabem o modus operandi das quadrilhas que pintam suas marcas indiscriminadamente em vários prédios públicos e particulares.

Os pichadores há muitos anos sempre se reúnem nos mesmos lugares: ou é no Cambuí, ou é na região do Jardim Aurélia, na Avenida John Boyd Dunlop.


As reuniões acontecem sempre às quintas e/ou sextas-feiras à noite.

Nessas reuniões novos pichadores são “recrutados” pelos mais antigos, que são considerados “estrelas”.

Quanto mais alta a pichação e maior, mais fama essas pessoas ganham.

E se engana quem acredita que apenas pessoas muito jovens participam dessas reuniões.

Algumas pessoas já de média idade continuam pichando e emporcalhando a cidade.

Do outro lado, as autoridades trabalham no que lhe é possível fazer, pois em muitos casos há a conivência de moradores.

Em prédios habitados geralmente algum morador libera a entrada desses pichadores durante a madrugada.

Quando alguém nota e chama a polícia, o serviço já foi finalizado e todos fogem.

Por outro lado, as propriedades particulares tentam se defender como podem, colocando câmeras, grafitando seus muros ou pregando plaquinhas pedindo quase que compaixão aos pichadores.

Os grafites em sua maioria são respeitados pelos pichadores, mas há os que picham por cima. E também se engana quem acredita que todos são usuários de entorpecentes e bebidas alcoólicas. Grande parte dos pichadores são pessoas de classe média e com família em boa condição financeira.

Como Campinas pode acabar com esse mal? Será que apenas a repressão policial será suficiente para pôr fim às pichações? Ou a união da população pode ajudar a resolver essa questão?

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