Pacientes com câncer em Campinas recebem CÃOpanhia durante o tratamento

 Pacientes com câncer em Campinas recebem CÃOpanhia durante o tratamento

Foto: Divulgação

Os animais têm se revelado poderosos antídotos contra a depressão, levando alegria e promovendo a interação daqueles que precisam passar por um período em tratamento

A ciência comprova que o contato com os bichinhos ajuda a liberar os “hormônios do bem”, aumentando a produção de endorfina (considerada um analgésico natural) e serotonina (que atua no cérebro regulando humor, sono e apetite) e reduzindo as taxas de cortisol (relacionado ao estresse). “No tratamento do câncer, que envolve quimioterapia e radioterapia, os efeitos colaterais podem ser desgastantes, e os animais ajudam a desviar o foco da doença”, comenta o oncologista André Sasse, Diretor Médico do Radium Instituto de Oncologia, que recentemente institui às quintas-feiras o Dia de Visita de dois cães, o Thor e Maya, da raça Golden Retriever como ajudantes da equipe.

Nas visitas, que duram de uma hora a uma hora e meia, a enfermeira e o tutor acompanham o animal durante toda permanência no Instituto. Os pacientes passam as mãos, já higienizadas, nos cães de forma a criar um vínculo. Antes os cachorros encontrarem os pacientes, eles passam por muitos cuidados: vão a` pet shop, tomam banho, têm as unhas cortadas e lixadas, escovam os dentes e tudo mais. Mas a preparação não para pôr ai´. Passam obrigatoriamente pelo veterinário até 72 horas antes das visitas e estão sempre com as vacinas em dia. “Estão sempre limpinhos para ter contato com os nossos pacientes. As pessoas os abraçam e comentam: ‘nossa, como eles são cheirosos’ e fazem muito carinho”, relata Melissa Espinace, gerente do Radium Instituto de Oncologia.


Tratamento de câncer e animais de estimação

É bem conhecido o fato de que o tratamento do câncer implica em muitas mudanças na vida dos pacientes. Alguns hábitos são deixados de lado; novas rotinas são criadas; novos “normais” surgem. “Os pacientes são convidados a se adaptar repentinamente a uma realidade com restrições diversas em prol da segurança em um período de baixa da imunidade durante a quimioterapia. Assim, não incomumente, o simples ato de brincar com seu cachorro ou gato de estimação pode se transformar em uma situação de risco para contrair infecções”, alerta Dr. André.

Segundo o oncologista, a literatura não é muito clara sobre este assunto e os poucos estudos existentes não conseguiram de fato comprovar um aumento de infecções em pacientes com câncer que mantiveram contato com seus animais domésticos. “Há, entretanto, um alerta quanto aos hábitos corriqueiros relacionados ao cuidado e à rotina com o animal que é considerado de risco para aquisição de infecções, tais como mordeduras, arranhaduras, contato com fezes/urinas, entre outras. É seguro e saudável conviver com animais de estimação durante o tratamento do câncer. É necessário, entretanto, perguntar para o seu médico sobre as rotinas com o seu pet, mesmo que isso pareça uma dúvida simples ou “boba”. Dessa forma, com boas orientações, é possível tornar esta relação mais segura e garantir a continuidade do tratamento necessário”, finaliza Sasse.

Leia também: Sanasa corta fornecimento de água em 13 bairros neste domingo, dia 14/11

Outras notícias

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *