Polícia captura foragido da Overload no interior de Minas Gerais

     Polícia captura foragido da Overload no interior de Minas Gerais

    A Polícia Militar (PM) mineira capturou na manhã desta quinta-feira (1º) um dos suspeitos que estava foragido da Operação “Overload”, deflagrada em outubro do ano passado em Campinas.

    O homem é investigado por tráfico internacional de drogas e seria parte do núcleo criminoso interno do Aeroporto Internacional de Viracopos.

    Ele estava em Itabira, no interior de Minas Gerais – a 693 km de Campinas -, e foi apresentado na delegacia da Polícia Civil e será transferido para Campinas.


    A quadrilha é investigada pela Polícia Federal (PF). Dos 17 suspeitos envolvidos no crime, oito ainda estão foragidos.

    A prisão foi realizada pela PM de Minas Gerais a partir de compartilhamento de informações com a Polícia Federal.

    De acordo com a PF, o suspeito havia se mudado para Itabira com sua família e trabalhava para uma empresa de transportes, morando no alojamento do local.

    Ainda conforme a PF, o homem era o responsável pelo transporte da droga na área restrita e usa de sua função como tratorista para fazer o entorpecente embarcar nas aeronaves.

    O suspeito passou a ser investigado após a apreensão, no dia 20 de fevereiro de 2020, de 58 kg de cocaína em Viracopos.

    Na época, a ação foi registrada pelo sistema de monitoramento do aeroporto.

    OVERLOAD

    A operação contra a organização criminosa foi deflagrada em outubro de 2020.

    Na época, ao menos 24 pessoas (duas mulheres e dois policiais, um civil e um militar) foram detidas.

    A PF constatou que o grupo tinha ramificações em diversos estados do Brasil e no exterior e era voltado ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

    A principal base de atividades dos criminosos era no Aeroporto Internacional de Viracopos.

    Durante a operação, dois suspeitos foram mortos.

    Em dezembro, sete homens foram presos novamente em razão, já que dias antes os suspeitos tinham sido colocados em liberdade devido ao fato de ter expirado os 30 dias determinado pela Justiça.

    A organização criminosa é composta principalmente por brasileiros, que são os principais fornecedores da cocaína e financiadores do esquema.

    Além disso, eles eram responsáveis pelo aliciamento de funcionários aeroportuários, pela interferência ilícita nas operações de logística aeroportuária e lavagem de dinheiro.

    Em alguns casos, os criminosos até ameaçavam os funcionários, caso recusassem a trabalhar para eles.

    Os estrangeiros, com pequena participação, atuavam em solo europeu, no recebimento da droga.

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