Prefeitura tenta conseguir empréstimo para terminar a já atrasada obra do BRT

 Prefeitura tenta conseguir empréstimo para terminar a já atrasada obra do BRT

Matheus Pereira/ ANN

A prefeitura de Campinas está tentando contrair um empréstimo de cerca de R$ 300 milhões para fazer diversas obras pela cidade, e quase metade desse montante é para a conclusão das obras do sistema BRT, de acordo com informações da própria administração municipal.

A informação é bastante curiosa pois o próprio prefeito Jonas Donizette já disse por duas vezes que o dinheiro da obra foi emprestado pela Caixa Econômica Federal e que a prefeitura vai ter que pagar esse valor em várias parcelas ao longo de anos, negando veementemente que há dinheiro federal na obra.

A questão é: se a Caixa emprestou dinheiro para a prefeitura fazer a obra, por que não foi emprestado o valor total, incluindo essa parcela que agora a administração diz que precisa para finalizar? As informações cada vez mais desencontradas reforçam a ideia de que a obra do BRT realmente está atrasada, como o ODC já vem alertando há tempos, e que ela foi executada de forma errada, mesmo com Jonas colocando o seu super-secretário Carlos José Barreiro em um pedestal e enaltecendo a condução da obra.


De acordo com informações da própria prefeitura na assinatura do contrato para início das obras em março de 2017, a divisão da verba ficou assim: R$ 197 milhões em financiamentos e repasses, R$ 162,7 a partir de contrapartidas do governo municipal e, por fim, R$ 91,8 milhões previstos no Orçamento Geral da União (OGU).

A parte oriunda do OGU já foi liberada, assim como os financiamentos e os repasses. A parte que cabe à prefeitura de Campinas ainda é um mistério, pois Jonas diz que conseguiu liberação pela Caixa, mas então porque é necessário um novo empréstimo? Quando há questionamentos sobre isso, Jonas diz que a imprensa o persegue e desconversa. Transparência zero.

Da Redação ODC.

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