Rede Mário Gatti lança prontuários humanizados para aumentar interação entre paciente e médico

 Rede Mário Gatti lança prontuários humanizados para aumentar interação entre paciente e médico

O time favorito, o nome do companheiro ou companheira, dos filhos, a música preferida, dizem muito sobre quem são as pessoas que se tornaram pacientes e estão internadas em unidades de terapia intensiva. Informações como essas têm ajudado os profissionais de saúde da Rede Mário a interagir com os internados nas UTIs geral e de Covid-19 dos hospitais Ouro Verde e Mario Gatti.

Os dados formam o prontuário afetivo, um pequeno cartaz escrito com letras coloridas, com alguns desenhos e informações sobre quem é a pessoa que está no leito, lutando pela vida. Esse singelo instrumento está sendo utilizado pelos profissionais para construir vínculos, ampliar o sentimento de conforto e de confiança dos pacientes.

O prontuário é montado com informações fornecidas pelas famílias e são o mote para uma conversa do profissional com o paciente no momento da medicação, da higiene. São conversas na maioria das vezes acompanhadas apenas com o olhar ou um leve sorriso, mas carregadas de muito afeto. Há momentos em que os profissionais até cantam a música preferida de quem está no leito.


Esse prontuário é um dos projetos de humanização hospitalar da Rede Mário Gatti. “O ambiente hospitalar nas unidades de terapia intensiva, onde muitas vezes estão pacientes sedados e intubados, pode acarretar medo e incertezas aos que estão internados e suas famílias. A interação entre a equipe técnica e de assistência com esses pacientes ajuda a atenuar o momento difícil que estão passando”, afirma a coordenadora de Humanização da Rede Mário Gatti, Lucimeire Graziela Martini.

A conversa entre a equipe e os pacientes sobre assuntos que despertam neles memórias afetivas tem sido um importante diferencial, diz Lucimeire. “O paciente que está internado tem uma vida fora do hospital, com família, amigos, trabalho. Faz toda diferença o profissional da saúde chegar no leito e, com a informação de que ele gosta de pescar, por exemplo, iniciar a conversa sobre isso. A interação traz acolhimento, conforto, segurança”, afirma.

A enfermeira Auzeny Aguiar Novaes Quintão, que integra a equipe da UTI geral, é testemunha dos benefícios que esse prontuário vem trazendo aos pacientes. “A gente tem observado melhora nos sinais vitais quando falamos com eles sobre temas que gostam. Há aumento da concentração do nível de oxigênio, a pressão baixa. Isso é bem perceptível, mesmo em pacientes que estão sedados e intubados”, afirma.

A analista de RH, Elaine Soares, que está com o pai há mais de dois meses na UTI do Hospital Mário Gatti se recuperando de sequelas deixadas pela Covid, é entusiasta do projeto. “Quando me ligaram para perguntar as coisas de que meu pai gostava e fiquei sabendo como essas informações seriam usadas, nem acreditei. Jamais imaginei que poderia existir um trabalho assim em hospital público. Meu olhar em relação a esses profissionais mudou muito. Eles se desdobram para fazer o melhor”, disse.

A analista, que também esteve com a mãe internada com Covid por 47 dias na UTI e há três semanas deixou o hospital, contou que na primeira visita que fez ao pai após a colocação do prontuário afetivo ao lado do leito, leu para ele as informações que estavam ali. “Ele sorriu. Esse trabalho nos traz muito conforto, porque não é apenas de tecnologia, de medicamentos que os pacientes precisam. Afeto também é essencial”, disse.

As informações são da Prefeitura de Campinas.
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