Repórter de televisão acusa frentista de posto de combustíveis de homofobia

     Repórter de televisão acusa frentista de posto de combustíveis de homofobia

    Um repórter de televisão foi vítima de comentários de cunho homofóbicos em um posto de combustíveis localizado na cidade de Araras, interior paulista.

    De acordo com Ramon Rossi, repórter da Rede Opinião de Televisão, ele recebeu comentários desnecessários proferidos por uma frentista do posto.


    “Hoje, por volta das 10h30, algo que sempre pareceu distante de mim aconteceu comigo. A funcionária do posto no qual abasteço o carro da empresa fez comentários de cunho homofóbicos sobre mim. Primeiro, o cinegrafista que me acompanha diariamente foi até o local (hoje sozinho com seu carro particular) e foi questionado por ela se ele era gay. Respondido que não, ela então insistiu: “Ah, porque você sempre anda com marico e quando eu vou abastecer o carro de vocês, ele me olha encarando, ele tá com ciúmes, será?”.

    O repórter completou: “Ela estava falando de mim, questionou a minha maquiagem – item fundamental no meu trabalho de repórter de TV. Para título de curiosidade, marico é um dos diversos adjetivos que são utilizados por pessoas homofóbicas. Depois disso, eu fui até o posto para entender a situação e os motivos dela ter se incomodado comigo. E lá só tive mais certeza: ela estava incomodada com quem eu sou. Simplesmente isso”.

    No final, a frentista tentou justificar a atitude: “Ela criou algo em sua cabeça sobre eu estar encarando-a (o que não aconteceu) para justificar sua ação de preconceito. Não diz respeito a ela, e nem a ninguém, qual é minha orientação sexual. Independente do que eu sou ou deixo de ser, ninguém merece ser tratado como eu fui”.

    O caso ganhou grande repercussão ao ser comentado na emissora onde Ramon trabalha. O diretor de jornalismo da emissora, Pietro Jr, fez a defesa do repórter ao vivo: “Eu não conheço, mas conheço o profissional que tenho nesta Casa e, se ele estivesse no seu lugar, faria dez vezes melhor que você. É um profissional que coloco a mão no fogo aqui. Ele faz um trabalho 100% e não merece ser tratado dessa maneira”, disse.

    Da Redação ODC.
    Fonte: Repórter Beto Ribeiro
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