Sancetur chantageia Prefeitura de Americana para viabilizar reajuste de tarifa que vereadores derrubaram

 Sancetur chantageia Prefeitura de Americana para viabilizar reajuste de tarifa que vereadores derrubaram

As chantagens parecem ter se tornado uma prática constante nas cidades onde a empresa Santa Cecília Turismo, mais conhecida como Sancetur, ou simplesmente SOU, está operando sempre por intermédio de práticas pouco convencionais. Desta vez, o ex-vereador e dono da empresa, Marquinho Chedid, ameaçou interromper o serviço na cidade de Americana, onde opera em caráter emergencial, se o novo valor da tarifa não for restabelecido.

O prefeito Omar Najar concedeu um reajuste de 10% no valor da tarifa, passando de R$ 4,00 para R$ 4,40, porém o valor foi derrubado pela Câmara Municipal com a justificativa de que a empresa circula na cidade a menos de um ano, o que não justificaria esse aumento, ainda mais dentro de uma operação emergencial.

Quando a Sancetur iniciou suas operações, em novembro do ano passado, a então operadora Viação Princesa Tecelã enfrentava problemas financeiros e os trabalhadores estavam em greve. Com a justificativa de que a cidade estava sem transporte, a prefeitura chamou a Sancetur às pressas para operar. A dúvida é que quando o contrato emergencial foi assinado, é básico saber que o valor da tarifa é mantido congelado ao menos no primeiro ano de operação, caso não haja novas prorrogações. O problema é que a empresa agora vem alegar que precisa do aumento. Ora, se soubesse que o valor da tarifa não ia mudar, por que a empresa se propôs a operar mesmo assim?


O gerente da Sancetur em Americana não recebeu o ofício da Câmara ordenando o rebaixamento da tarifa. A tentativa de entrega da notificação aconteceu na terça-feira, dia 18/06, e foi rejeitada por Marcio Ansemi. O decreto da Câmara foi publicado no dia anterior mas mesmo assim a tarifa continua no valor de R$ 4,40, contrariando a determinação.

A promotoria de Justiça de Americana, paralelamente a tudo isso, pediu planilhas contábeis para verificar se realmente há necessidade do reajuste da tarifa pois considera o aumento uma “ilegalidade”. Tudo deverá ser resolvido na justiça pois agora há uma dúvida sobre um suposto conluio entre a prefeitura e Sancetur para abrir espaço à entrada da empresa na cidade no ano passado. Desde o começo de 2018 a prefeitura tentava colocar a Sancetur na cidade mas decisões judiciais bloquearam as ideias da municipalidade.

No começo deste ano a mesma Sancetur fez ameaças à prefeitura de Indaiatuba, onde também pedia reajuste de tarifa. Um mês antes do fim do contrato emergencial, a empresa demitiu todos os funcionários. Dias depois, a prefeitura local não só prorrogou o contrato como reajustou a tarifa. Até hoje, o processo licitatório por lá não saiu e está sendo enrolado para que determinadas empresas não participem, dando favorecimento a quem opera atualmente. A empresa Rápido Sumaré operava na cidade antes da entrada da Sancetur.

Da Redação ODC.

Outras notícias

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *