Segurança pública aposta em câmeras particulares para ampliar o monitoramento de municípios

 Segurança pública aposta em câmeras particulares para ampliar o monitoramento de municípios

As câmeras particulares instaladas em residências, empresas e estabelecimentos comerciais tornaram-se importantes aliadas da segurança pública nos municípios brasileiros.

Inteligentes e cada vez mais integrados, esses sistemas têm contribuído para um monitoramento mais efetivo e, consequentemente, para melhorar, de maneira significativa, a segurança nas cidades.

A cooperação entre sistemas particulares de vigilância e segurança pública constitui um avanço exponencial, segundo Adalberto Santos, diretor superintendente da Sigmacon Consultoria em Segurança Corporativa.

“Indiscutivelmente, a maior beneficiária desta integração do monitoramento nos municípios é a sociedade”, afirma.


Um exemplo de sistema inteligente vem sendo colocado em prática na cidade de Limeira.

O município paulista conta com a tecnologia da Muralha Digital, conjunto de equipamentos com câmeras e sistemas de identificação de placas de veículos.

Ao todo, são 42 câmeras de alta definição instaladas em pontos estratégicos e nas entradas da cidade.

“Este módulo inteligente utiliza recursos de OCR (Optical Character Recognition) para identificar as placas dos veículos e armazená-las em bancos de dados que servem a pesquisas imediatas ou futuras”, explica Santos.

O sistema, destaca o diretor da Sigmacon, contribui para ampliar o monitoramento das ações de forma inteligente e mais eficaz.

No formato integrado de monitoramento, o município investiu também em um sistema chamado Câmera Cidadã.

Trata-se de uma parceria entre a Guarda Civil Municipal (CGM) e a sociedade.

Nesta modalidade de vigilância, câmeras particulares de residências, empresas e comércios são integradas ao Setor de Inteligência da GCM com o propósito de monitorar e melhorar a segurança nas várias áreas da cidade.

Essas câmeras subsidiam informações que podem ser integradas com o sistema da Muralha Digital.

No momento em que as câmeras particulares são cadastradas no sistema, a confidencialidade também é garantida.

“A tecnologia é uma ferramenta que não faz a segurança, mas aumenta consideravelmente o monitoramento”, observa Adalberto Santos.

De acordo com o diretor superintendente da Sigmacon, quanto mais câmeras particulares integradas com a segurança pública, maior o apoio ao trabalho ostensivo de policiamento.

“Sem sombra de dúvida, esta integração representa um forte golpe na criminalidade”, destaca.

Embora muitos municípios brasileiros façam uso deste sistema inteligente e integrado de monitoramento, Santos reforça que é necessário cada vez mais investimento para que a cobertura de vigilância seja ampliada e se torne ainda mais eficiente.

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