Sem ônibus suficientes, Sancetur assumirá parcialmente o transporte em Americana a partir de segunda

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A prefeitura de Americana continua com as suas lambanças no transporte coletivo. Com a Viação Princesa Tecelã (VPT) parada antes do prazo combinado, que é o dia 30 de novembro, a nova empresa (Sancetur) informou que não tem condições de assumir todas as linhas imediatamente, pois estava combinado que ela iria entrar em operação apenas no dia 1 de dezembro. Por isso, informou que vai operar cerca de 50% das linhas a partir de segunda-feira e gradualmente vai aumentando o número de veículos nas ruas.
O problema é que o contrato emergencial com a Sancetur foi assinado no dia 24 de setembro, e uma das cláusulas contratuais diz que a empresa contratada teria que iniciar totalmete as operações 10 dias após a assinatura do contrato, no caso, dia 4 de outubro. Para que houvesse uma transição mais tranquila, a prefeitura acordou com ambas as empresas que a operação seria iniciada no dia 1 de dezembro, porém não se esperava que a Viação Princesa Tecelã iria sucumbir antes do prazo.
A VPT já informou que não tem condições financeiras de arcar com as rescisões de todos os funcionários no final do mês, e por isso pediu uma reunião de emergência com secretário de assuntos jurídicos da prefeitura local, o que deveria ter acontecido ontem mas acabou sendo remarcada para a próxima semana. Com medo de não receber, os funcionários pararam as atividades pela segunda vez em uma semana. Em meio a isso, a VPT conseguiu uma limimar para continuar operando na cidade, mas com a paralisação dos funcionários, a situação ficou complicada.
Em virtude disso, e como o contrato já está assinado, a prefeitura de Americana procurou a Sancetur, pedindo para que ela iniciasse a operação já na segunda-feira, mas a empresa informou que não tem condições de assumir tudo de imediato, mas que vai operar parcialmente. De acordo com o que a reportagem do ODC apurou, faltando 20 dias para a Sancetur assumir as linhas da VPT, ela ainda não tem sequer o número de ônibus necessários para começar a operar. Há outros problemas como falta de limpeza, validadores e nem as configurações internas dos carros foram adaptadas para o padrão americanense, já que os poucos veículos que chegaram até o momento foram comprados usados de uma empresa do Rio de Janeiro e por isso precisam receber modificações.

SANCETUR COM PROBLEMAS
O ODC já havia noticiado que a situação da Sancetur não é muito boa. De propriedade do ex-vereador de Campinas Marco Abi Chedid, que é primo do deputado estadual Edmir Chedid (dono da Rápido Fênix e Expresso Metrópolis), a Sancetur foi multada por péssimos serviços prestados no transporte escolar de Vinhedo. Há também uma enxurrada de reclamações nas operações urbanas de Atibaia, onde assumiu no ano passado as linhas que eram da Viação Atibaia São Paulo. Há também informações de que parte da frota nova comprada pela empresa para operação em Valinhos e Indaiatuba estejam com atraso no pagamento, o que impediu a participação da empresa na licitação de São Carlos. Na ocasião, a Sancetur não conseguiu apresentar uma certidão negativa de débitos.
A Sancetur começou a operar o transporte escolar de Campinas há alguns anos e desde então só cresceu. Assumiu várias operações com veículos zero quilômetro e com usados com baixa idade, numa época em que empresas tradicionais do setor enfrentaram dificuldades financeiras, principalmente na questão da renovação de frota.

Da Redação ODC.

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