Superlotação de ônibus em Campinas é falta de planejamento da Emdec; Veja porquê

 Superlotação de ônibus em Campinas é falta de planejamento da Emdec; Veja porquê

A quantidade de reclamações de superlotação nos ônibus de Campinas é exorbitante, mas quem tem razão nessa história? A população está sendo exagerada ou a prefeitura não está cumprindo com o que fala?

O problema está na organização das linhas. A quantidade de ônibus nas ruas pode até ser suficiente, mas eles estão operando nas linhas erradas. A preguiça da Emdec ajudou nessa bagunça generalizada.

Muitos dos técnicos da Emdec parecem estar sem vontade de trabalhar ou apenas aguardando a aposentadoria chegar. A rede de transporte atual é completamente incompatível com a realidade, por isso muitas linhas circulam lotadas e muitas operam vazias.


O anúncio do prefeito Jonas Donizette de colocar 100% dos ônibus nas ruas na hora de pico não resolve nem de longe o problema. Se a demanda ainda está baixa, por que há ônibus circulando abarrotados de gente?

A prefeitura alega que a demanda está em torno de 51% do que era antes da pandemia. Fazendo uma conta média e bem grosseira, se Campinas tinha 10 milhões de passageiros/mês e agora está com 5 milhões/mês, a frota circulante deveria ser, no mínimo, de 600 veículos, considerando que a cidade tinha em torno de 1200 antes da pandemia.

Com linhas suspensas e outras operando com horários ridículos, a circulação da frota está em torno de 450 veículos, ou seja, 150 a menos do que deveria. A quantidade está errada? Não, desde que a Emdec colocasse nos lugares certos.

Há linhas operando com demanda perto de zero na maioria dos horários, como por exemplo a 242, a 360, a 361, entre outras. Não seria mais interessante suprimir essas linhas e fazer um itinerário especial puxando outra linha para atender esses bairros, e usar esses carros para colocar em linhas que estão lotadas como a 333?

O erro já começou no início da pandemia, com a suspensão de linhas sem qualquer critério técnico. A Emdec achou que tirando os atendimentos, seria suficiente para reduzir a frota e manter o atendimento mínimo, porém não foi isso que aconteceu.

Outras linhas com altíssima demanda continuaram operando com frota reduzida e algumas que podiam ser paralisadas continuaram rodando, como a 242. Lembrando que o itinerário da 242 poderia ser fatiado e atendido com outras três linhas, mesmo que de forma temporária.

Agora, colocar mais veículos na rua resolve o problema de um lado, e cria um outro, já que as empresas terão mais gastos para colocar veículos em linhas que continuarão circulando vazias. Tudo mera falta de planejamento.

Se os técnicos da Emdec tivessem ao menos um pingo de vontade de trabalhar, a população seria muito melhor atendida, mesmo com poucos ônibus circulando. Mas pra que, se eles nem andam de ônibus…

Da Redação ODC.
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