Tiques Nervosos em crianças aumentaram consideravelmente durante a pandemia.

 Tiques Nervosos em crianças aumentaram consideravelmente durante a pandemia.

É uma realidade que com a pandemia, a intensidade dos sentimentos tem aumentado. Estamos mais estressados, mais ansiosos, mais deprimidos e com medo do futuro. Esse descontrole emocional tem sido causa de muito sofrimento, consequentemente, um considerável aumento dos transtornos mentais, como depressão, síndrome do pânico e ansiedade, tanto para adultos, quanto para crianças.

Entretanto, ultimamente, os pais começaram a observar o surgimento ou um aumento dos “tiques nervosos” em seus filhos, que nada mais são do que um distúrbio neuropsiquiátrico.

Essa avalanche de sentimentos, causada pela pandemia, tem gerado tanto um aumento na frequência, quanto na intensidade dos tiques, com crises cada vez piores, principalmente nas crianças por motivos diversos, que vão do próprio estresse e a ansiedade a qual estas crianças estão submetidas desde o início da quarentena, com a continuidade das aulas virtuais, ao afastamento do convívio dos colegas, parentes, etc. – Diz a Dra. Gesika Amorim, Mestre em educação médica, Pediatra pós graduada em Neurologia e Psiquiatria, com especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento.


De modo geral, todas aquelas pessoas que já sofrem algum distúrbio neuropsiquiátrico, estão sendo vítimas do agravamento do seu quadro e infelizmente neste momento, o mais importante a ser feito, é buscar ajuda profissional para que o quadro não evolua para outras doenças.

Mas Afinal, O Que São Tiques?

Trata-se de movimentos musculares involuntários, que obrigam a pessoa a fazer gestos ou vocalizar sons ou palavras. Como são difíceis de controlar, ao menos por longo período, a pessoa acaba descarregando essa tensão involuntariamente.

Os tiques, em geral, surgem na infância, entre os 4 aos 12 anos de idade, podendo se agravar ou serem abolidos na adolescência. O desenvolvimento dos sintomas pode ser crônico ou passageiro. Explica a Dra. Gesika Amorim.

Existem dois tipos de Tiques:

Vocais (sons) e Motores (movimentos). A especialista diz que os tiques motores e vocais mudam com frequência e, além dos períodos de maior ou menor intensidade, também pode ocorrer uma evolução em sua complexidade. Os tiques vocais (sons) podem surgir entre 1 e 2 anos depois dos tiques motores terem se manifestado.

São Exemplos:

Tiques Motores: fazer movimentos com a cabeça, tocar pessoas ou objetos, pestanejar, mexer os braços, movimentar qualquer parte do corpo involuntariamente.
Tiques Vocais: fungar, estalar a língua, grunhir ou imitar sons de animais, pronunciar palavras ou frases fora do contexto, pigarros, etc…
Prevenção e Tratamento

Bem, agora que já sabemos como os diversos tipos de tiques que podem ocorrer, vamos entender como prevenir e como tratá-los.

Geralmente os tiques, como dito anteriormente, aparecem na infância, mas tendem a desaparecer na adolescência ou no início da vida adulta, sem precisar de nenhum tratamento.

O tratamento, quando necessário, inclui medicamentos e terapia cognitivo-comportamental. É recomendado também que a pessoa venha a fazer psicoterapia, dessa forma, o fator que estimula os tiques pode ser identificado, facilitando assim que os mesmos desapareçam.

Mas Como Prevenir?

Primeiro deve-se reconhecer tais impulsos, depois procurar diminuir a frequência e a intensidade.

Evite situações de ansiedade e estresse.
Pratique exercícios físicos.
Tenha bons hábitos, exemplo: ter uma boa higiene do sono. Bons passatempos; leituras, algum envolvimento artístico.
Se você notou que seu filho apresenta algum tique há algum tempo, não deixe passar mais tempo e busque um profissional especialista em saúde mental e neurodesenvolvimento. Assim, todo sofrimento pode ser amenizado. – Orienta a Dra. Gesika Amorim.

CRÉDITOS:

Dra Gesika Amorim é Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular – (Medicina Integrativa), dentre outros títulos.

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