Unicamp movimentou R$ 13,8 bi na região; valor é de 21% do PIB de Campinas

     Unicamp movimentou R$ 13,8 bi na região; valor é de 21% do PIB de Campinas

    Um estudo inédito desenvolvido pela Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) mostra que a Unicamp foi responsável pela geração de R$ 13,8 bilhões em riqueza para a região de Campinas em 2019, número que corresponde a 21% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.

    O valor considera toda a cadeia direta e indireta de empregos e de movimentação financeira e inclui o dinamismo econômico proporcionado pelas empresas-filhas.

    Em relação a postos de trabalho, a Universidade e as empresas-filhas criaram 170.914 empregos diretos e indiretos.

    Custo é investimento na sociedade


    Para chegar aos resultados, a equipe responsável pela realização do estudo utilizou a metodologia chamada “insumo-produto”, considerando não apenas o que é investido de forma direta na Universidade para o custeio de profissionais, infraestrutura e insumos, mas também a riqueza gerada por meio da movimentação econômica de alunos, docentes, funcionários e pessoas envolvidas com a Universidade de forma indireta.

    “Cada vez que qualquer um de nós vai ao supermercado comprar um produto, para que esse produto esteja disponível foi acionada toda uma cadeia produtiva de vários setores. A metodologia então que nós utilizamos para avaliar todos esses indicadores percorre todos os elos de todas as cadeias produtivas, associados aos produtos e serviços adquiridos direta ou indiretamente pela Unicamp”, explica Marcelo Cunha.

    Isso se revela nos números relativos aos custos para manutenção da Universidade.

    Em 2019, o valor destinado pela Unicamp para atividades de formação, pesquisa e extensão foi de R$ 2,27 bilhões.

    Além de ser um investimento direto na sociedade, que oferece serviços de excelência gratuitos, a movimentação financeira gerada pelo orçamento de empresas, entidades, famílias e pessoas vinculadas à Universidade injetou outros R$ 2,79 bilhões na economia de Campinas, o que resulta em um impacto total de R$ 5 bilhões.

    Em relação ao número de postos de trabalho, o estudo calcula que a Unicamp responde por 9.247 empregos diretos na cidade.

    No entanto, o consumo de servidores ativos e inativos, as compras e as contratações de bens e serviços e o investimentos feitos pela Universidade geraram outros 47.144 empregos diretos e indiretos.

    A dinâmica em torno dos estudantes dos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba também é responsável pelo impacto socioeconômico da Universidade.

    Considerando um gasto mensal médio por estudante de R$ 1.500, com despesas de moradia, alimentação, transporte e entretenimento, os alunos da Unicamp injetaram R$ 678,1 milhões em 2019.

    Esse valor, somado com outros R$ 628,2 milhões de renda adicional gerada, mostra um impacto de R$ 1,3 bilhão e a criação de 21.311 empregos adicionais.

    “Esses recursos não ficam retidos aqui na Unicamp, pelo contrário. A Unicamp devolve à sociedade esses recursos. E através da circulação desses recursos na economia e na vida social, eles se multiplicam. Os alunos também contribuem com recursos próprios, deles e de suas famílias, para movimentar a economia de Campinas e do Estado de São Paulo”, ressalta Mariano Laplane.

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