Uso de laser e de luz de led em tratamentos estéticos ganha mais espaço

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O LED (Light Emiting Diode), que é diodo emissor de luz, não é monocromático e os seus comprimentos de onda são baixos, sendo a luz emitida através de uma fonte elétrica que é a eletroluminescência.A LED faz parte do espectro eletromagnético luminosos visível e/ou invisível onde a escala é dada em nanômetros (nm) ou milímetros (mm).

É um tratamento que possui cores que determinam o comprimento da onda, as mais utilizadas são: a verde, a vermelha, a âmbar, a azul, a violeta e a infravermelho, com comprimentos que variam de 380 a 1200 nm. A luz que é emitida pela LED tem função de estimular os elétrons e faz com que ocorra saltos quânticos, cujo o feixe de luz é coerente e pode ser combinado com outros feixes ou não. Seus parâmetros são: tipo e comprimento de onda, potência, tempo, área irradiada, modo que pode ser contínuo ou pulsado. Frisando que existe uma dosagem que é a janela terapêutica, em que são observados os melhores efeitos.

Como já citado, o LED possui cores que auxiliam nos mais variados tratamentos, como por exemplo a luz verde que possui uma intensidade que varia de 470 a 550 nm tem objetivo de inibir o estímulo da produção de melanócitos que provocam o surgimento de manchas. A luz vermelha possui intensidade de 630 a 700 nm possui efeitos bioestimulantes e regenerados, anti-inflamatório e produz colágeno e elastina; a luz azul com 400 a 470 nm possui ação bactericida e cicatrizante; a luz âmbar tem intensidade de 570 a 590 nm e sua função é de aumentar o movimento do sistema linfático melhorando a textura da pele no geral; a luz violeta com intensidade de 380 a 450 nm funciona regenerando célular e acelerando a renovação da pele. E por fim, a luz infravermelha com 700 a 1200 nm possui ação anti-inflamatória e analgésica, com ativação de fibroblastos e produz colágeno.

Os principais efeitos fisiológicos da LED são que pode ocorrer ações fotoquímicas ou térmicas das luzes sob a área, os principais são basicamente: aumento da síntese de ATP (adenosina trifosfato); diminuição do pH intracelular; estimulação de macrófagos; ativação dos fibroblastos; alteração da membrana da célula; angiogênese que é a formação de novos capilares sanguíneos; elevação da atividade fagocitária, ou seja, morte celular e eliminação de restos celular para cicatrização. Alguns destes efeitos podem ser locais, onde a LED foi aplicada, e outros podem ser de origem sistêmica que possuem ação em variadas regiões do corpo, além da área que recebeu a luz.

As indicações para o tratamento com LED são: pele oleosa e com presença de acnes, flacidez tissular, rugas, manchar, cicatrização, feridas, higienização da pele, lesão ligamentar, equimoses e hematomas, rosácea, queimaduras, herpes, drenagem linfática, gordura localizada, celulite, estiramento muscular, ponto gatilhos, tendinopatias, artrite e dores de caráter crônico. Os tratamentos devem ser feitos com equipamentos registrados na Anvisa, como o Hygialux, por exemplo.

As contraindicações gerais são: gestantes ou úteros gravídicos, a luz não deve ser utilizada em direção aos olhos do paciente ou sobre áreas onde houver injeções de esteroides nas últimas 2-3 semanas, no pescoço principalmente nas regiões do seio carotídeo e tireoide, no peito mais precisamente no nervo vago e centro do tórax, áreas com hemorragia e/ou tecido potencialmente isquêmico, indivíduos com doenças vasculares ou em feridas abertas que estejam susceptíveis a possíveis contaminações, também é contraindicado realizar o tratamento sobre gânglios simpáticos, em áreas suspeitas de formação de câncer e de crescimento ósseo, e por fim, em paciente que apresentem quadros de epilepsia. Assim, o tratamento com LED é o mais procurado no meio da estética e não é invasivo, possuindo inúmeros benefícios e uma elevada quantidade de resultados positivos com seu uso.

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