Usuários podem inserir dados sobre a fauna campineira em um aplicativo da Fiocruz; Veja como baixar

 Usuários podem inserir dados sobre a fauna campineira em um aplicativo da Fiocruz; Veja como baixar

O aplicativo SISS-Geo (Sistema de Informação em Saúde Silvestre) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já pode ser usado pela população para registrar online ou offline observações sobre a fauna em Campinas. A informação foi passada pelo médico veterinário da unidade, Cláudio Castagna, no sábado, dia 24 de julho. A alimentação do banco de dados é feito pelos próprios usuários, que postam a foto e aspectos sobre os animais silvestres encontrados. E por meio do georreferenciamento é possível saber onde o evento ocorreu.

Com o sistema é possível prevenir doenças em animais e nos seres humanos a partir da análise das observações georreferenciadas da fauna, criando modelos para alertar contra doenças, principalmente aquelas que possam atingir as pessoas.

A partir da criação do aplicativo, já foram registrados em Campinas 92 morcegos, 17 primatas, 16 aves, cinco capivaras, três cachorros do mato, três cuícas (marsupial parente dos gambás) duas serpentes e um lobo guará.


“É emitido um alerta, após a análise técnica da Fiocruz, para o Estado e para o município”, conta a coordenadora da Unidade de Vigilância em Zoonoses, Ellen Fagundes Costa Telli . Todas as informações serão auditadas pelos profissionais da Fundação. Se houver vários registros no mesmo período de animais diferentes com a mesma sintomatologia, são desencadeadas ações pelas equipes de Defesa Civil e Vigilância em Saúde – já treinados para usar a ferramenta.

“O aplicativo foi desenvolvido pela FioCruz para ser universal, para que todos os cidadãos possam usar e contribuir para a base de dados de saúde ambiental da Fiocruz. Um animal doente pode ter uma doença zoonótica que pode passar para a população. E não são apenas mamíferos que podem ser registrados, até mesmo um enxame pode ser fotografado e inserido no banco”, disse Castagna.

Como funciona

O SISS-Geo registra, em tempo real, fotos e informações de animais silvestres e os disponibiliza em um mapa. A ferramenta pode ser baixada em celulares com sistema operacional Android. Está disponível na plataforma Google Play Store. Campinas foi pioneira na utilização da plataforma por técnicos da Defesa Civil e da UVZ desde o início da Operação Estiagem, em maio. Além de inserirem os dados no aplicativo, os agentes geram relatórios e planilhas de dados. A primeira área monitorada com a ferramenta foi a região de Sousas e Joaquim Egídio.

Desenvolvido em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica – LNCC, o SISS-Geo utiliza um um modelo matemático que leva em consideração alguns parâmetros, como características e aspectos físicos dos bichos, posição geográfica e registros de especialistas. O sistema dispara um alerta caso identifique algum surto de doença causada por animais silvestres, como, por exemplo, a raiva e a febre amarela.
Monitoramento e prevenção

Castagna recorda que foi por meio do monitoramento de bugios (espécie de macaco) mortos que foi possível verificar que o vírus da febre amarela estava circulando em área urbana em Campinas, no ano de 2017 e orientar a vacinação contra a doença. O evento foi considerado “sentinela” pois possibilitou a mobilização de ações de controle como a busca de novos casos, pesquisas entomológicas no local e ações de controle como vacinação.

Segundo o médico veterinário, outra conclusão que pode ser tirada por meio da ferramenta é o aumento da presença de animais silvestres em área urbana, a partir dos registros feitos pelos usuários. Campinas tem muitos registros de cachorros do mato, por exemplo, que é uma espécie de raposa, fauna silvestre na área urbana.

A emissão do alerta permite rapidez nas ações de vigilância, prevenção e controle de surtos de doenças, uma vez que identificada uma situação anormal, o Centro de Informação em Saúde Silvestre tornará disponível a informação para que os setores responsáveis possam buscar novos dados para sua identificação e confirmação e estimular a pesquisa.

Outra função da plataforma do SISS-Geo é ampliar o conhecimento da fauna silvestre e monitorar a biodiversidade.

Este acompanhamento de animais da fauna silvestre do município (vivos e mortos) é um importante indicador da possível circulação de vírus ou outros agentes que possam infectar os animais. Isso possibilita uma ação rápida e efetiva através dos protocolos e fluxos de vigilância estabelecidos para evitar que a infecção atinja os humanos.

Saiba como contribuir com o sistema.

Faça o download do aplicativo pelo seu celular no endereço https://play.google.com/store/apps/details?id=siss.ui&hl=pt_BR&gl=US. Cadastre-se como usuário, tornando-se um colaborador do sistema. A partir disso você já pode enviar fotos de animais, a localização e características do ambiente, além de consultar todas as informações enviadas. O aplicativo também permite o envio de sugestões, críticas e dúvidas sobre como usar o sistema.

O SISS-Geo integra o Centro de Informação em Saúde Silvestre (CISS) da Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

Passo a passo para instalar o aplicativo:

Acesse ao Google Play pelo Android

Passo 1: Procure no Google Play Store por “SISS-Geo”,

Passo 2: Clique no APP SISS-Geo,

Passo 3: Clique em Instalar,

Passo 4: Aceitar o acesso a Localização, Fotos/mídia/arquivos/informações de conexão wifi,

Passo 5: Ao concluir a instalação, clique no botão “Abrir” para começar a utilizar o aplicativo.

Esta versão permite a contribuição dos usuários com sugestões de melhorias e notificações de possíveis erros observados no Sistema. Clique, no SISS-Geo, em “Colabore conosco” e ajude-nos a melhorar.

Para iniciar o download no aplicativo da Google Play Store, é necessário adicionar uma Conta do Google ao dispositivo (https://support.google.com/googleplay/answer/2521798?hl=pt-BR)

As informações são da Prefeitura de Campinas.
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