O transporte em Campinas tem vários problemas que não são resolvidos por mera falta de vontade da politicagem da pior estirpe possível, mas o ODC mostra como que é possível mudar sem precisar de licitação.
No momento, a prefeitura já poderia fazer alterações em várias linhas, algo que não precisa de licitação para ser feito. Outras ações poderiam melhorar a vida dos usuários do serviço.
A reorganização completa do BRT também independe da licitação. Apenas em Campinas é que se mantém uma linha de BRT correndo ao lado de veículos de transporte alternativo.
Quando há um BRT em operação, isso em qualquer lugar do mundo, não há outras linhas correndo em paralelo, apenas em Campinas. Implantou-se um corredor no Ouro Verde mas se extinguiu apenas a principal linha, no caso a 1.21.
Todas as outras foram mantidas e não há qualquer viés de mudança, por mera preguiça ou medo da Emdec. É fato que há gente dentro da Emdec que tem medo de alguns permissionários do transporte alternativo pelos mais diversos motivos.
Por isso, não há alterações significativas, muito pelo contrário. A linha que corre junto com o BRT foi ampliada nos últimos tempos, com a inclusão de mais carros, ao invés de uma ‘desidratação’ gradual.
A renovação da frota está longe de ser a solução de todos os problemas, conforme vem sendo ventilado na imprensa local. Além disso, muita gente está publicando vídeos de ônibus quebrados, como se esse fosse o único problema do transporte.
Isso mostra uma enorme ignorância em torno do assunto, pois se as linhas fossem alteradas conforme o previsto, ainda antes da licitação, a situação melhoraria absurdamente, independente de uma frota nova.
É fato que a renovação da frota, por si só, está longe de resolver os problemas do transporte. Ônibus sempre quebraram, mas a prefeitura resolveu apostar todas as suas fichas nessa situação como se fosse a solução, e é um erro crasso.
A falta de vontade de melhorar o transporte é tão grande que todo mundo se voltou contra o sistema, mas em uma espiral de ignorância que não levará a nada.
Da Redação ODC.
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