BRT Campo Grande ainda tem muitas falhas, mas agentes da Emdec mais atrapalham do que ajudam

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A implantação do BRT na região do Campo Grande ainda enfrenta uma série de problemas, e a maior parte delas é da própria Emdec. Falhas grosseiras na comunicação, má vontade dos agentes e operação bastante falha ainda fazem com que a população, em sua parte, rejeite o novo sistema.

Primeiramente faltou uma comunicação efetiva e eficiente sobre o que é um BRT. Muita gente acha que é apenas uma linha de ônibus nova, pois não foi explicado que é um sistema de transporte, assim como um metrô, trem, VLT ou bonde. A faixa exclusiva é apenas para esse sistema, que deve passar por pontos de integração, algo que já está sendo bem recebido pela população da região do Jardim Florence e do Cidade Satélite Íris.

Já na região do Parque Itajaí pessoas com interesses políticos, já visando as eleições para vereador no ano que vem, estão espalhando desinformação com o intuito de desmerecer o novo sistema. Além de bloquearem favoráveis ao BRT ou simplesmente às informações corretas, pseudo-moderadores impedem que as notícias corretas cheguem à maioria da população, gerando problemas nas fases de implantação.

Paralelamente a isso, a Emdec parece fazer vista grossa. Não faz absolutamente nada para mudar esse cenário, muito menos na divulgação do novo sistema. Começou errado, e agora corrigir vai custar muito mais caro, até politicamente. Nisso, a oposição irresponsável, apostando no “quanto pior, melhor”, parece estar avançando com sucesso.

Na sexta-feira passada a equipe do ODC esteve presente nos terminais Campo Grande e Satélite Íris para acompanhar a operação na hora de pico da manhã e observou várias falhas, algumas graves, na operação das linhas BRT20 e BRT21.

A falta de padrão nas portas de embarque e desembarque é um problema. As pessoas já se habituaram a fazer filas para embarcar em portas pré-determinadas, que são as do padrão dos ônibus articulados. O problema é a empresa Itajaí ainda está colocando veículos menores na linha BRT20, com padrão de portas diferentes. Assim, quem está na fila da porta traseira tem que correr pois a porta é mais para frente.

Mesmo vendo isso, os agentes da Emdec não fazem absolutamente nada. Houve alguns momentos em que as portas de vidro do terminal não abriam, e um agente da Emdec optou por ficar olhando para seu famigerado tablet ao invés de orientar o motorista sobre a parada incorreta, fora do sensor. Em outras situações, como portas fora do local correto de abertura e saída sem espera de quem estava correndo, os agentes continuaram fazendo vista grossa. A empresa Itajaí estava com seus agentes no local, mas bem em menor número, aparentando não ter nenhuma sinergia entre eles e a Emdec.

A turma que está de azul dando “informações” sobre o BRT, muitas vezes não sabiam sequer explicar o funcionamento das linhas semi-expressas. Uma delas deu até informações erradas sobre os pontos de parada. A população, obviamente, estava irritada.

Nossa equipe embarcou num veículo cheio da linha BRT21 e foi acompanhar a operação no Terminal Satélite Íris, onde a situação era muito mais tranquila. Os ônibus de lá ainda saem mais vazios, provavelmente por conta das linhas diretas que ainda existem, mas há uma forte adesão nas linhas alimentadoras. A linha 226, por exemplo, que liga o Instituto Federal ao terminal, anda lotada praticamente todo o dia. Outras alimentadoras novas também estão com boa lotação.

A única questão ainda, bastante curiosa, é a linha semi-expressa do Satélite Íris, que é muito rápida, mas ainda tem baixíssima adesão. Andamos na linha na hora de pico e ela chegou ao Terminal Mercado em 17 minutos, um recorde. A linha precisa ser melhor trabalhada e divulgada, mas com a má vontade do povo da Emdec em falar as coisas certas por lá, dificilmente o povo será orientado corretamente.

Outro problema é a falta de cumprimento das regras da linha do BRT por parte da empresa Itajaí. A Emdec prometeu apenas ônibus articulados na linha BRT20 nesta segunda-feira, mas ainda haviam veículos menores circulando. Além disso, ainda durante a semana é fácil ver os veículos verdes do BRT circulando em outras linhas como 213 e 210. A Emdec se faz de cega.

Um problema que aparentemente foi solucionado é a parada em todas as estações, pelas linhas paradoras BRT20 e BRT25. Os coletivos não estavam fazendo as paradas em estações onde aparentemente não tinha passageiros. No sistema BRT, os ônibus paradores devem parar e abrir as portas em todas as estações, com ou sem desembarque, assim como num metrô. O ODC cobrou a Emdec na semana passada e aparentemente foi solucionado. Na sexta-feira à noite os coletivos da linha BRT20 já estavam fazendo as paradas, algo que não acontecia até dois dias antes.

Em outra matéria, o ODC já havia dito que a Emdec não poderia errar, mas precisa contar com uma melhor vontade de seus funcionários e agentes. Para trabalhar com má vontade e informar tudo errado, era melhor deixar do jeito que estava.

Da Redação ODC.
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