A desorganização das obras em Campinas é algo que acontece desde sempre. Não há uma sincronização da cronologia e sempre se destrói algo novo para fazer uma obra depois.
No local está sendo feito um piscinão para tentar acabar com as enchentes na região. A obra é importante, mas não havia uma organização cronológica?
A prefeitura sempre dá a mesma justificativa para essas questões: o dinheiro para a obra atual chegou depois da obra anterior, por isso é necessário desfazer parcialmente de uma para fazer a outra.
É até plausível a justificativa, mas não houve um planejamento já se pensando nisso? Se os piscinões estavam previstos, porque já não se fez a obra do BRT pensando nessa questão?
O problema é que ao refazer tudo, a qualidade já não será mais a mesma. A prefeitura deverá contratar as péssimas empreiteiras de sempre para poder colocar novamente o piso rígido.
O piso que foi destruído não tinha nem três anos de uso e foi feito pelas empreiteiras com know-how em mobilidade urbana, ou seja, produto de qualidade.
Agora, tudo deverá ser refeito por essas mesmas empreiteiras que fazem os tapa-buracos de qualquer jeito, gerando rachaduras e problemas na operação.
Uma agulha de acesso do terminal para o Mercado Municipal já foi construída com o objetivo de desviar o fluxo conforme previsto inicialmente. Nos arredores, tudo destruído.
O ODC ficará de olho na qualidade do serviço e cobrará, pois milhões de reais foram investidos em algo de qualidade para ser destruído pela já famosa secretaria de Infraestrutura.
Da Redação ODC.
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