Uma confusão tomou conta da cidade de Campinas na semana passada por conta de uma notícia que começou a correr as redes sociais e que iria impactar diretamente o Centro.
Tal decisão chamou a atenção pois a população achou completamente descabida, além do que nada chegou a ser discutido com a sociedade civil.
A decisão, aparentemente unilateral, levantou várias dúvidas sobre a motivação, pois há muitas bancas que foram instaladas ainda antes do tombamento.
Uma das bancas que seriam diretamente afetadas pela decisão é a Banca do Alemão, uma das poucas vendedoras de jornais e revistas que ainda resistem firmemente no Centro.
Localizada na esquina da avenida Francisco Glicério com a Rua General Osório, na praça em frente ao Palácio da Justiça, a banca tem uma história de vida conjunta com a sociedade campineira.
Com décadas de serviços prestados à comunidade, a Banca do Alemão corria sério risco de ser removida por uma decisão aparentemente equivocada do Condepacc.
Diante da polêmica, o prefeito Dário Saadi determinou a suspensão imediata do processo que visava retirar as bancas do Centro. Agora, a Secretaria Municipal de Cultura e a Setec criarão um Grupo de Trabalho que terá a finalidade de detalhar as diretrizes urbanísticas aplicáveis às áreas tombadas e seus entornos, buscando uniformizar o entendimento sobre as exigências legais, além de estabelecer critérios técnicos para cumprir a resolução do Condepacc.
Além disso será aberto um diálogo permanente com os permissionários das bancas afim de ouvi-los antes da tomada de qualquer decisão. Todos os prazos foram suspensos, inclusive os que visavam apresentar um plano à Setec e um deles venceria no próximo dia 13.
O Conselho do Condepacc tomará ciência da decisão em sua próxima reunião.
Da Redação ODC.
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