Circulação de ônibus em Campinas é prejudicada pela falta de mão-de-obra; Déficit de motoristas chega a 20%

O transporte coletivo em Campinas passa por muitas dificuldades, porém a imprensa da cidade não esclarece os fatos da forma como deveria, visando apenas cliques e alcance para gerar dinheiro, sem o compromisso de informar a realidade.

Além da frota da cidade, que precisa urgentemente de uma renovação e de manutenção, há um outro problema que está acontecendo há algum tempo e não é solucionado da noite para o dia.

A falta de mão-de-obra no setor de transportes é enorme e já está prejudicando a circulação do transporte público campineiro. Estima-se que há um déficit de cerca de 20% de profissionais.

Com quadros de funcionários cada vez menores, faltam motoristas da reserva para cobrir eventuais ausências que são corriqueiras, afinal os profissionais são humanos e também podem não ir trabalhar.

Diante de tal cenário, tabelas acabam ficando paradas pois não há condutor para a operação. Remanejamentos acontecem para manter o máximo da operação possível.

O déficit na mão-de-obra é tão séria que inclusive aos domingos, quando a tabela é reduzida, há falta de profissionais em algumas linhas, prejudicando o serviço.

As empresas têm buscado alternativas para tentar preencher o quadro de funcionários, mas há muitas dificuldades. Com várias outras empresas também com déficit, a concorrência fica maior.

Os salários e os benefícios não têm sido uma barreira para a contratação, pois os vencimentos ultrapassam os R$ 4 mil brutos, além dos vales de alimentação acima de R$ 1 mil, mas faltam interessados.

Na licitação do transporte público de Campinas, há um item que diz respeito à mão-de-obra necessária para a plena operação do sistema, quase similar à atual.

Porém, para que isso seja cumprido, há a necessidade da contratação de novos profissionais, mas falta pessoal qualificado para trabalhar.

Muita gente que sai do transporte de carga não consegue se adaptar ao transporte urbano e acaba saindo das empresas poucos dias depois. Outros preferem ir para o rodoviário, que paga um pouco menos.

No geral, os problemas são muitos, mas a falta de mão-de-obra qualificada é um dos maiores empecilhos para o retorno à normalidade do transporte público campineiro.

Da Redação ODC.
Leia também: Campinas Antes e Depois | A Avenida Lix da Cunha em 50 anos