A cidade de São Caetano do Sul, localizada na Grande São Paulo e usada como modelo por vários candidatos a prefeito e a vereador em Campinas para justificar a tarifa zero no transporte público, começou a mudar de ideia.
Primeiramente, conforme previsto, o custo operacional é alto demais para a prefeitura bancar tudo sozinha. Não tem o menor cabimento dar ônibus de graça para tanta gente.
O serviço de transporte, seja ele rodoviário, fluvial, ferroviário ou aéreo, é altamente custoso, com muito dinheiro indo embora pelo ralo graças aos altíssimos valores pagos por praticamente tudo.
Além dos salários dos funcionários, há a manutenção periódica, troca de peças, combustíveis, manutenção predial, segurança, pneus, vidraçaria em geral e muito mais.
Além disso, a prefeitura alegou que realmente houve um aumento no número de passageiros, mas o serviço passou a ficar cada vez mais precarizado.
A frota de ônibus aumentou, mas o serviço já não era mais o mesmo de antes. Por isso, optou-se por melhorar o serviço restringindo a gratuidade.
Com uma estação de trem bem ao lado do terminal urbano, muita gente que não é da cidade usava o transporte gratuito para ir a outros limites como até Santo André.
Agora, com as novas medidas tomadas, os moradores da cidade provavelmente terão que usar um cartão de transporte que lhes dará direito à gratuidade. Os demais, deverão passar a pagar passagem normalmente.
A fala é certa: “não existe almoço grátis”. Tudo no transporte é muito caro. Se fosse fácil, as prefeituras teriam municipalizado os serviços e elas mesmos operariam o serviço de graça.
Agora, é saber como que os “defensores” da tarifa zero em Campinas, com cálculos sem pé e nem cabeça, vão reagir a isso, já que seu maior exemplo, foi por água abaixo.
Da Redação ODC.
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