As obras dos piscinões na cidade de Campinas expõem um método bastante curioso, de acordo com o bairro onde o serviço está sendo feito. A situação muda de acordo com o local.
Também seguem em andamento obras na região do Jardim Proença, perto do Guarani, bairros de moradores de alto poder aquisitivo. O modus operandi nas duas regiões são completamente diferentes.
No Centro, foi feita a demolição de mais da metade da estrutura do BRT Terminal Mercado para que o piscinão fosse construído, mesmo que inicialmente havia sido dito que correspondia ao espaço da chamada “Praça da Ópera”, que é ao lado da estrutura.
Já no Proença a destruição foi infinitamente menor. Além disso o projeto precisou ser alterado por conta de reclamações de moradores da região acerca de praças na região.
Não há informações sobre demolições de casas ou de enormes estruturas para a construção do piscinão do Proença, onde o problema de alagamentos é antigo e grande.
A questão é: por quê no Centro foi feita uma enorme demolição de estruturas e no Proença isso foi poupado? Não havia a condição de fazer um projeto menos destrutivo?
A elitização da prefeitura desde o governo anterior é um processo que segue em andamento. Nos bairros mais abastados, sempre há alternativas viáveis para não prejudicar a população.
Agora, no Centro, onde há usuários do transporte coletivo urbano, a destruição de tudo foi uma “solução”, completamente avalizado por setores da prefeitura.
Não é de hoje que a prefeitura prioriza alguns setores da sociedade em detrimento de outros. Com a palavra, os nobres vereadores da cidade e o Ministério Público.
Da Redação ODC.
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