Com desinformação da prefeitura, colaboradores do transporte de Campinas vivem incertezas

A prefeitura de Campinas levou o caos ao transporte coletivo de Campinas com informações desconexas sobre a licitação do transporte coletivo urbano da cidade.

Divulgando o resultado do leilão que aconteceu na semana passada na sede da B3 em São Paulo, ficou a impressão que já está tudo resolvido, mas ainda há um longo caminho pela frente.

É fato que já ficou claro que a prefeitura e a Emdec não estão nem um pouco preocupadas com a capacidade de operação das vencedoras, tampouco sobre a lisura do processo.

Para ambos, a importância ficou nas fotos e videozinhos de rede social da cúpula da cidade batendo o martelo em um ato simbólico que custou mais de R$ 700 mil e que sairá do bolso das empresas vencedoras.

Só que ainda há muita coisa para acontecer. O que ficou “abafado” no meio de todo esse processo é que há uma suspeita de formação de cartel, o que é ilegal, e que já está sendo investigado pelo Ministério Público.

Caso seja comprovada a formação do cartel, que é a combinação prévia de valores para vencer uma licitação, todo o processo pode ser anulado e começar novamente do zero.

Considerando que não haverá judicialização do processo, há ainda a análise documental das vencedoras, prazo de recursos e depois a adjudicação, antes da assinatura de contrato.

A prefeitura piorou a situação do já precário transporte da cidade pois funcionários do setor estão trabalhando sob uma forte pressão, ficando a impresão de uma iminência demissão coletiva.

Muitos funcionários acreditaram, de verdade, que qualquer mudança poderá acontecer nos próximos dias, até por conta da forma que as notícias estão sendo divulgadas, muito de forma irresponsável.

O clima é de desespero e caos nos coletivos, nos terminais e nas garagens. É a ânsia de achar que acertou em algum ponto, mas na verdade não tem nada definido ainda.

Da Redação ODC.
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