Depois do ODC cobrar, carros vinho da Campibus são pintados na cor certa


Silvio Santos, o mestre da televisão brasileira, tem uma frase para toda vez que alguém faz alguma coisa vergonhosa: “que papelão”. Frase esta que invariavelmente se aplica a Campinas. Além do “papelão” da pintura do BRT Ouro Verde com a cor do Corujão e a do Campo Grande com cor de marca-texto, um dos maiores erros foi a chegada de carros novos na Expresso Campibus com a cor vinho.

Os veículos, com pouco mais de 11 metros de comprimento, tem capacidade para pouco mais de 50 ou 60 pessoas e foram colocados em linhas de alta demanda, como a 260, e agora as novatas 256 e 257. Só que vieram numa cor absolutamente errada: é a mesma de uma área operacional de São Paulo (a área 7).

Até hoje não se sabe de quem foi a culpa pelo erro: da empresa, que mandou a matriz errada para a encarroçadora, ou se foi a própria encarroçadora que errou.

Havia uma pressa da Emdec em colocar os carros em circulação, já que os antigos (com duas portas à esquerda e duas à direita) estavam quebrando todos os dias até mais de uma vez.

O ODC soube que a empresa chegou a perfilar os carros na garagem para que o presidente da autarquia responsável pelo trânsito e transporte fizesse uma “vistoria” (algo comum nas entregas de ônibus antigas), mas ele não compareceu, sequer deu explicações — diferentemente de quando foram apresentados os carros cinzas, em que ele disse que foi “por ordem dele” e virou uma centena de stories nas redes sociais.

Talvez, se tivesse ido, teria visto a vergonha que passaria em aprovar carros com a cor errada. Mas, como a ‘urgência’ era maior, colocou-se os carros para rodar mesmo assim.

O ODC fez uma postagem na época falando sobre a barbeiragem que havia se tornado a cidade de Campinas e a “salada de frutas” que estava se tornando o município. Além das quatro cores das áreas e o Corujão, tínhamos carros com a pintura de Guarulhos, um BRT laranja, outro amarelo-marca-texto, os carros cinzas e os vinhos. A secretaria de transportes e a Emdec não gostaram do tom do texto, e houve até uma forte discussão por causa disso.

Mas, o tempo mostrou que estávamos certos em cobrar um mínimo de coerência num sistema fracassado e falido. Aos poucos, os carros de cor vinho começaram a ser repintados. Hoje, praticamente todos estão com a cor correta da área.

Agora, “só” faltam os cinzas e o articulados com a pintura de Guarulhos. Isso se eles não pegarem fogo antes.

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