A licitação do transporte coletivo urbano de Campinas, tido como a grande solução para os problemas do setor, deverá ter as primeiras sessões públicas realizadas no próximo mês.
O processo está enroscado desde 2018, quando foi publicado um edital completamente esdrúxulo, com as possibilidades mais absurdas possíveis, obviamente barrado pela Justiça.
Com isso, o processo foi “jogado no colo” da atual administração, que fez a sua parte de também “empurrar com a barriga” ao longo de cinco anos.
Um edital foi publicado, mas o processo deu “vazio”, com falta de interessados. As condições econômicas insistentes pela Emdec espantaram qualquer interessado.
Desta vez as condições estão um pouco melhores, mas ainda são ruins. As linhas mudarão pouco, o que acaba com qualquer esperança de uma nova rede completa, mais eficiente e óbvia.
Não é de hoje que a Emdec trabalha apenas em cima de remendos, esticando linhas e as tornando totalmente esdrúxulas operacionalmente e criando tantas outras.
Hoje, a cidade tem pelo menos duas dezenas a mais de linhas que há 15 anos atrás, quando a frota era pelo menos 30% maior. Isso significa que tem menos ônibus circulando em cada linha.
O correto seria cortar linhas, otimizar itinerários e redistribuir a frota operacional em cima de uma rede mais lógica e inteligente, mas a preguiça impede isso.
A população espera novidades positivas depois de fevereiro, pois não aguenta mais um transporte ruim e cheio de problemas, e espera-se que a confiabilidade retorne.
Da Redação ODC.
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