Empresa de consórcio que venceu licitação em Campinas tirou frota das ruas em Santa Bárbara por tarifa de R$ 10,75

A empresa Nova Via Transportes e Serviços, uma das empresas que faz parte do Consórcio Grande Campinas, vencedora do leilão do Lote Norte da licitação de Campinas, pediu rescisão de contrato na cidade de Santa Bárbara D’Oeste.

De acordo com informações do jornal O Liberal, da cidade de Americana, o pedido de rescisão foi feito no dia 3 de dezembro do ano passado. Na época, a empresa estava operando parcialmente, com menos ônibus que o exigido, como retaliação contra a prefeitura local.

A prefeitura chegou a ingressar com um pedido de liminar exigindo retomada da operação plena, e o pedido chegou a ser aceito, determinando-se uma multa diária de R$ 50 mil.

A empresa alegou que a tarifa, de R$ 5,90, ou seja, que na época já era mais alta inclusive que a de Campinas, não é suficiente para manter a operação local.

Foi solicitada a implantação de uma tarifa de R$ 10,75, muito superior aos R$ 9,49 oferecido no leilão de Campinas, para continuar operando em Santa Bárbara D’Oeste.

Ainda de acordo com a matéria do jornal O LIberal, o advogado da empresa alegou o seguinte: “Se não tem nem o dinheiro para pagar o salário dos motoristas, como vai pagar R$ 50 mil?”.

A cidade já tinha concedido um enorme reajuste de tarifa em junho do ano passado, de R$ 4,85 para R$ 5,90, a maior da região, e mesmo assim a empresa pediu mais.

No mês de abril os motoristas da Nova Via já tinham paralisado as atividades e a prefeitura fez a concessão de um subsídio de R$ 545.300,00 para que fosse feito o pagamento dos salários.

A Nova Via alegou que desde agosto não recebia o repasse referente ao transporte de idosos, e por isso entrou com um pedido de rescisão, por “descaso” da prefeitura.

A prefeitura local disse ao jornal O Liberal que foram paralisadas 7 linhas e retirados de circulação 11 ônibus, quase a metade do que circula normalmente.

Meses depois, a mesma empresa integra um consórcio para participar da licitação do transporte de Campinas, mais de 10 vezes maior e ainda com operação prevista de ônibus articulados no BRT.

Da Redação ODC.
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