Falta de funcionários da Emdec prejudica operações nas ruas; Concurso público é a solução

A Emdec está passando por um período bastante complicado em relação ao número de funcionários que trabalham nas ruas da cidade de Campinas.

Frequentemente as equipes em terminais estão reduzidas, ou em alguns casos, sobretudo nos finais de semana, alguns pontos ficam sem nenhum agente.

Os problemas também atingem as equipes de fiscalização de trânsito. Alguns pontos sequer recebem agentes para monitoria constante do fluxo de veículos.

Um dos exemplos é a tal faixa que colocaram dentro do terminal BRT Ouro Verde para a passagem de carros durante o horário de pico da manhã.

No local é colocada uma fileira de cones para que seja separado os ônibus dos carros, porém há vários dias que esses cones nem são mais recolhidos.

Ao final da operação, simplesmente alguém coloca um cone “fechando” essa faixa e assim permanece até o dia seguinte, sem que alguém faça o acompanhamento.

O correto seria a Emdec abrir um concurso público para o preenchimento das vagas que estão em aberto, porém isso não deve acontecer a curto prazo.

O presidente da Emdec já teria dito internamente que não é favorável a contratação de novos agentes por conta do alto custo, já que mais gente contratada, mais salários a serem pagos e mais dinheiro para gastar.

O pagamento de 30% de periculosidade aos agentes de rua piorou a situação, pois a Emdec teve que desembolsar mais dinheiro e isso acabou minando qualquer possibilidade de um novo concurso público.

O último concurso público promovido pela Emdec para agentes de fiscalização acabou convocando poucas pessoas e muitos funcionários já saíram para empregos melhores.

De acordo com interlocutores, sob condição de anonimato, a falta de agentes na Emdec estaria beirando os 200 colaboradores, um número considerado muito alto para uma cidade como Campinas.

Esse pensamento reflete na operação das ruas. Aos domingos poucos terminais de ônibus têm agentes trabalhando. Muitos ficam sem qualquer funcionário da Emdec, sendo atendido apenas pelos colaboradores das empresas de transporte.

Em situações especiais onde há a necessidade de mais gente, são colocadas pessoas do administrativo e da educação setorial, que nem sempre são qualificadas para dar informações básicas. Nas estreias do BRT, o que mais se viu foram pessoas dando informações completamente sem pé e nem cabeça.

A fiscalização em geral também segue prejudicada, por isso o enorme tempo para a resposta de reclamações. Algumas estão sendo respondidas apenas depois de seis meses de registradas.

Por ora, basta apenas ter paciência.

Da Redação ODC.
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