A pandemia do novo coronavirus bagunçou toda a cadeia de distribuição de peças em geral, sobretudo no que diz respeito ao mercado automotivo. Os ônibus também foram diretamente atingidos.
Materiais relacionados a motorização são ainda mais difíceis de serem encontrados, em sua maioria precisando serem solicitados via encomenda.
Algumas montadoras pegam pedidos de peças e precisam fazer a importação de suas matrizes, como no caso da Volvo que precisa esperar vir da Suécia, ou da Volkswagen da Alemanha.
Por conta disso, muitas empresas de ônibus precisam utilizar o que têm em mãos naquele momento para não paralisar o serviço, valendo tanto para serviços urbanos quanto rodoviários.
Peças de ar condicionado também estão difíceis de serem encontradas de imediato, e por isso os equipamentos acabam sendo desligados até que o reparo possa ser feito.
O problema é generalizado e também atingiu as empresas de ônibus de Campinas. Com veículos mais modernos em circulação, o número de peças, sobretudo de sensores, acabou aumentando.
Há empresas na região de Campinas que já estão usando da criatividade para poder manter seus veículos em operação, já que não é possível esperar determinadas peças chegarem dos fornecedores.
No mercado paralelo de peças há algumas soluções que podem ser encontradas ao menos como paliativo, mas nem sempre são suficientes para fazer o reparo como deve ser feito.
A compra de carros novos também não resolve o problema, pois com o viário campineiro em péssima qualidade, as quebras são constantes, e acabam também necessitando de peças que não estão disponíveis no mercado.
Os veículos mais antigos acabam sendo a solução para manter os sistemas de transporte em operação, pois têm manutenção mais simples. Já os mais novos acabam ficando parados por longos tempos aguardando peças específicas e muitas vezes, caríssimas.
Da Redação ODC.
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